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"A maioria dos sistemas de criptografia 'quânticos-seguros' não pode fazer tarefas básicas, como hospedar uma chamada telefônica", diz pesquisador

Brasil Econômico

O advento dos  computadores quânticos foi considerado uma ameaça para os métodos atuais de criptografia. No entanto, eles podem possuir a chave para manter os computadores e a internet seguros, graças à criptografia quântica . Uma equipe de pesquisadores do Laboratório Nacional de Oak Ridge e das Universidades de Duke e Ohio abordaram a criptografia quântica em uma nova escala.

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Em um estudo publicado na revista Science Advances , os pesquisadores demonstraram um sistema que usa a distribuição de chaves quânticas (QKD, na sigla em inglês), criando e distribuindo códigos de criptografia em taxas de um megabit por segundo. O segredo consiste em colocar mais informações sobre os fótons – partículas leves utilizadas no QKD e na maioria das redes quânticas de hoje – e combinando-a com detectores de alta velocidade.

Além dos códigos de criptografia, este novo sistema usou equipamentos que estão comercialmente disponíveis
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Além dos códigos de criptografia, este novo sistema usou equipamentos que estão comercialmente disponíveis


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O feito foi alcançado ao ajustar o momento em que os fótons são liberados, possibilitando codificar dois bits em vez de um, em um fóton. Como resultado, o sistema pode transmitir as chaves de cinco a dez vezes mais rápido do que os métodos atuais, que só chegam a transmitir centenas de kilobits por segundo. 

"Isso é importante porque a maioria dos sistemas de criptografia 'quânticos-seguros' de hoje não pode suportar algumas tarefas diárias básicas, como hospedar uma chamada telefônica criptografada ou transmissão de vídeo", disse Nurul Taimur Islam, da Universidade de Duke.

Assegurando um futuro quantum

O QKD requer um conjunto de chaves de criptografia enviadas separadamente da mensagem criptografada. Em princípio, a informação torna-se "hack-proof" – à prova de hackers – porque a adulteração da mensagem ou a chave de criptografia alertariam o receptor e o remetente. No entanto, a QKD não pode funcionar perfeitamente, porque exige equipamentos que ainda são imperfeitos, o que torna o QKD vulnerável à pirataria.

"Nós queríamos identificar cada falha experimental no sistema, e incluímos essas falhas na teoria para que possamos garantir que o nosso sistema seja seguro e não haja um potencial ataque de canal lateral", disse Islam, ao explicar como identificaram e incorporaram as limitações do equipamento que utilizaram.

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Em qualquer caso, a QKD ainda é a melhor chance para melhorar as medidas de segurança cibernética de hoje, que foram comprovadas – uma e outra vez – para ser inadequadas para lidar com hackers e violações. Além dos códigos de criptografia, este novo sistema usou equipamentos que estão comercialmente disponíveis, seria fácil integrar-se ao quadro atual da internet.

* Com tradução de futurism.com

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