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Segundo levantamento da Ebit, faturamento do e-commerce cresceu 10,3% em relação a 2016; número de pedidos realizados chegou a 3,76 milhões

O comércio eletrônico registrou faturamento de R$ 2,1 bilhões durante a Black Friday de 2017, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (27) pela Ebit. O resultado representa uma alta de 10,3% na comparação com 2017, quando o segmento teve faturamento de R$ 1,9 bilhão. O número de pedidos cresceu 14% e chegou a 3,76 milhões. O tíquete médio, isto é, o valor de cada compra teve retração de 3,1%, passando de R$ 580 para R$ 562, na comparação entre os anos.

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De acordo com a Ebit, a queda no valor dos pedidos já era uma tendência verificada na quinta-feira (23), véspera da Black Friday , quando as lojas deram início aos descontos. "Para atrair o consumidor, os varejistas fizeram ações promocionais mais agressivas nas categorias de maior valor agregado, que são as mais consumidas no e-commerce e isso refletiu no gasto médio", explica Pedro Guasti, CEO da Ebit.

Participação dos pedidos realizados por meio do celular tiveram alta de 81,8% na Black Friday, diz Ebit
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Participação dos pedidos realizados por meio do celular tiveram alta de 81,8% na Black Friday, diz Ebit

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A categoria de produtos mais popular é a de eletrodomésticos, com 16% dos pedidos. Em seguida, estão moda e acessórios (12%), telefonia e celulares (12%) e perfumaria, cosméticos e saúde (10%). No total, o número de pedidos ficou bem acima do esperado, o que contribuiu para a alta do faturamento. "Lojistas de todos os segmentos ofereceram produtos com descontos reais e isso atraiu o consumidor", analisa Guasti. 

Alta nas vendas via dispositivos móveis

Os pedidos realizados por meio do celular registraram aumento expressivo. Segundo a Ebit, a participação das compras pelo smartphone apresentou alta de 81,8% na comparação com a Black Friday de 2016. Ao todo, cerca de 30% dos pedidos são feitos em ambiente mobile. As vendas nos dispositivos móveis representam 26,5% do volume financeiro total. "O valor médio das compras via dispositivos móveis foi de R$ 515, reflexo de maior participação de categorias de menor tíquete, como moda e acessórios e perfumaria e cosméticos", diz Guasti.

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A participação do comércio eletrônico em dispositivos móveis cresceu seis vezes em apenas quatro anos, contribuindo com os resultados das lojas durante a Black Friday e o restante do ano. "Em 2013, as compras por celular representavam apenas 4,4% do total. Com a expansão do mercado de smartphones e do acesso via 3G e 4G no Brasil, esse é um mercado em franca ascensão, com potencial de crescimento bem acima da média do mercado", analisa Guasti.

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