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João Appolinário acredita que Black Friday brasileira deveria acontecer logo após o Natal, que é a data mais importante para o comércio varejista do País

João Appolinário é presidente e fundador da rede varejista Polishop
Divulgação
João Appolinário é presidente e fundador da rede varejista Polishop

Com a Black Friday marcada para a próxima sexta-feira (24), os grandes varejistas se preparam para aumentar os lucros antes do Natal, época mais importante do ano para o comércio brasileiro. Segundo o presidente e fundador da Polishop, João Appolinário, a data "importada" dos Estados Unidos, apesar de mal posicionada, pode ser uma grande oportunidade para quem trabalha com vendas e quem está disposto a fazer compras.

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"É importante, principalmente no varejo. O consumidor está se preparando para o desconto. As lojas físicas têm um aumento muito grande no tráfego e o e-commerce também, de pessoas buscando ofertas especiais. Elas querem comprar, então, se têm a oportunidade de comprar com oferta, elas aproveitam", opina o presidente da Polishop .

Mesmo ressaltando a relevância do evento, Appolinário acredita que a Black Friday brasileira seria melhor aproveitada por comerciantes e consumidores caso acontecesse após o Natal. O presidente da Polishop explica que o dia marcado para a liquidação faz sentido nos Estados Unidos, pois coincide com o término da data comercial mais forte no mercado norte-americano, que é o Dia de Ação de Graças – celebrado justamente nesta quinta-feira (23).

"Estamos fazendo uma liquidação antes do Natal. Não faz sentido nenhum", afirma. "Os dois lados não tem o benefício amplo. Muitas vezes a empresa não vai fazer o melhor desconto. Acho que ambos acabam perdendo o potencial total", prossegue Appolinário.

As ressalvas relacionadas à data, no entanto, não reduzem os esforços da Polishop para atender ao consumidor que cria expectativas para a Black Friday . O empresário assegura que a rede vai participar do evento e oferecer bons descontos nas lojas físicas e no e-commerce. "A gente não pode ficar fora porque todos os varejistas estão participando. Seria chato para o cliente", diz.

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O foco da empresa durante a liquidação será direcionado justamente aos produtos que mais despertam o desejo dos consumidores da Polishop, que são das áreas gourmet e fit. Estes setores contam, respectivamente, com acessórios para cozinha e equipamentos voltados para a boa forma. "Não vamos fazer promoção em cima do que não vende", garante Appolinário.

E-commerce

De acordo com Appolinário, a Polishop projeta um crescimento de 20% no número de vendas da Black Friday deste ano frente à de 2016, mas se prepara para aumentar até 40%. Um dos grandes responsáveis por essa alta será o e-commerce da empresa, que buscará a integração entre os todos os canais de vendas. 

Uma das estratégias utilizadas será o Sistema Retira Loja, que permite ao cliente comprar no site e retirar imediatamente em uma loja física. A forma como a integração entre os canais é feita, segundo o fundador da rede, é o que diferencia este modelo de compra. "O produto fica separado para retirada no ponto de venda. Às vezes você demoraria e aquele produto já não estaria mais lá. Este sistema consegue não apenas separar o produto como também localizar a loja mais próxima da pessoa e deixar preparado para ser retirado de fato", explica.

O sistema é recomendado para diferentes perfis de consumidores, segundo Appolinário. O empresário acredita que "a urgência acaba acontecendo", fazendo com que seja necessário aumentar o leque de opções dos compradores: "O papel do varejo não é impor uma regra, mas, sim, atender o consumidor. O consumidor vem mudando a cada ano com toda essa revolução digital que a gente teve e o varejo precisa se encaixar".

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Para atender à demanda da Black Friday, a Polishop investiu não apenas em produtos, mas também em tecnologia. Além das lojas abastecidas, o e-commerce da empresa foi preparado para receber um fluxo intenso no dia da liquidação. A ideia é evitar engasgos no site e assegurar a melhor experiência de compra ao consumidor.

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