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Depois de ter decretado aumento de 5,1% na última quarta-feira (22), Petrobras anuncia alta de 1,9% no preço do combustível nas refinarias

Valor da gasolina registrou um crescimento de 25,9% nas refinarias desde julho
Agência Brasil
Valor da gasolina registrou um crescimento de 25,9% nas refinarias desde julho

A Petrobras anunciou um novo reajuste no preço da gasolina, que agora ficará 1,9% mais cara nas refinarias a partir desta sexta-feira (24). A estatal já havia decretado um aumento de 5,1% no valor do combustível na última quarta-feira (22).

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As elevações da gasolina foram decretadas em meio a uma nova política de preços da Petrobras. Prometendo praticar preços alinhados ao mercado internacional, a estatal prevê até mesmo mudanças diárias nas cotações. Ao mesmo tempo, a companhia busca evitar a queda de participação no mercado interno de combustíveis.

O valor cobrado pela empresa nas refinarias é o que as distribuidoras pagam pelo combustível. Este preço não precisa necessariamente ser repassado aos consumidores, mas o valor médio do combustível nos postos registrou valor recorde na última semana, chegando a R$ 3,966 por litro, segundo informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Este foi o quarto aumento consecutivo nas avaliações da agência.

O valor da gasolina registrou um crescimento de 25,9% nas refinarias considerando o período de julho até esta quinta-feira. Em compensação, a companhia anunciou uma redução de 0,3% no diesel vendido nas refinarias. Na quarta-feira, já havia sido decretada uma queda de 0,2% no combustível. 

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Apesar da queda nesta semana, o diesel também soma elevação de 25,9% nas refinarias desde julho. O preço médio registrado pelo combustível na última semana foi de R$ 3,411 por litro, o que representa um recorde no ano e quarta elevação seguida, ainda de acordo com a ANP.

Fiscalização em postos

Uma força-tarefa da Operação Bomba Limpa autuou dois postos de combustíveis localizados em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, nesta quinta-feira. Foram recolhidas amostras de combustível de ambos os postos para análise laboratorial.

Em um dos estabelecimentos, chamado Auto Posto 500, um dos bicos da bomba de etanol abastecia com uma diferença de 120 ml de combustível a menos, ultrapassando a tolerância máxima permitida por lei. Isso significa que o consumidor pagava por um litro de combustível, mas recebia somente 880 ml. O bico de combustível foi interditado.

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Além disso, estavam ausentes preços de produtos e havia nove litros de lubrificantes, cuja comercialização está proibida pela Agência Nacional de Petróleo, expostos para venda. O posto estava com a licença ambiental vencida e os fiscais deram 15 dias para apresentação do documento. Já no posto de gasolina West Point, fiscais constataram que não havia cartaz sobre o Livro de Reclamações do Procon e que não eram informados os preços de alguns produtos à venda, tais como óleos e lubrificantes.

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