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Ministro disse que não vai recuar por conta das dificuldades apresentadas, embora acredite que idade para aposentadoria não seja questão principal

Meirelles acredita que reforma da Previdência seja necessária devido ao aumento das despesas
Antonio Cruz/Agência Brasil
Meirelles acredita que reforma da Previdência seja necessária devido ao aumento das despesas

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira (7), em São Paulo, que a reforma da Previdência não é mais uma opção. “A reforma não é uma questão de escolha, ela terá que ser feita em algum momento, é uma questão fiscal, numérica”, disse.

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Meirelles comentou a declaração dada na última segunda-feira (6) pelo presidente Michel Temer, em Brasília, sobre as dificuldades para a aprovação da reforma da Previdência . “O presidente reconheceu as dificuldades, é um processo controverso em qualquer lugar do mundo, não há dúvida. O presidente reconheceu esse fato para as lideranças partidárias que ali estavam expressando as suas preocupações”, afirmou.

Além disso, o ministro também disse que não vai recuar por conta das dificuldades apresentadas, embora acredite que a idade para a aposentadoria não seja a questão principal. “Do meu ponto de vista, os brasileiros poderiam se aposentar aos 45 anos de idade, não teria problema nenhum, desde que o País pudesse pagar por isso”, afirmou.

De acordo com Meirelles , a questão é que o crescimento das despesas previdenciárias no Brasil não é sustentável. “Não é um problema de qual é a idade que se quer que as pessoas se aposentem; quanto mais cedo as pessoas tiverem direito, melhor, desde que seja financiável a Previdência Social pela sociedade brasileira”.

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O ministro participou, em São Paulo, do Congresso “Perspectivas Econômicas e Políticas no Brasil” organizado pela Turnaround Management Association do Brasil (TMA), associação de advogados especializados em recuperação judicial de empresas.

Durante participação no Congresso "Perspectivas Econômicas e Políticas no Brasil", Meirelles apresentou o projeto de lei de recuperação judicial. Segundo a proposta, as medidas vão beneficiar a recuperação de micro e pequenas empresas. “É uma nova lei que cria um arcabouço, um novo sistema para a recuperação judicial no País em linha com o que prevalece hoje no mundo inteiro”, ressaltou.

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A nova lei de falências, segundo o ministro, representa uma modernização da legislação atual. “É um processo que visa em última análise fazer com que a situação seja resolvida, a empresa saia mais rapidamente da recuperação judicial, e trabalhadores, credores e acionistas tenham a situação resolvida o mais rápido possível”. O ministro disse que o projeto será enviado ao Congresso Nacional na próxima semana. Segundo ele, assim como no caso da reforma da Previdência, o objetivo é ajudar na retomada da economia e da geração de renda no País.

*Com informações da Agência Brasil

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