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Banco Central: Inflação tem nova alta na estimativa feita por analistas por meio do Boletim Focus; veja


O Boletim Focus desta segunda-feira (23) divulgado pelo Banco Central (BC) indicou que os analistas consultados estimam que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), será de 3,06% este ano. Na projeção da semana passada, o índice era de 3%.

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Mesmo com a alta de uma semana para outra, a projeção continua abaixo do centro da meta estipulada pela autoridade monetária, que é de 4,5%, conforme indicação do Banco Central . Vale ressaltar que, a inflação tem limite de tolerância entre 3% e 6%.  Para o ano que se aproxima os analistas apontam para um IPCA mais próximo da meta, sendo ele de 4,02%.

Uma das ferramentas utilizadas pela autoridade monetária para manter o controle da inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente ela está em 8,25% ao ano e a estimativa dos economistas consultados para a análise do Boletim Focus é que ela feche 2017 em 7%.

Nesta terça (24) e quarta-feira (25) os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) se reúnem para definir o valor da taxa Selic neste momento. Os economistas estimam um corte substancioso, ao ver a Selic passar de 8,25% ao ano para 7,5%. Para 2018 a estimativa é que a taxa básica de juros mantenha estabilidade, ao ficar em 7% ao ano, o mesmo índice do encerramento deste ano.

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Reflexos

Quando o Comitê de Política Monetária reduz a Selic , a tendência é o que o crédito torne-se mais barato, fator esse que influência no aumento da produção e do consumo. Porém, o resultado é o menor controle da inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto ( PIB ), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, foi levemente ajustada de 0,72% para 0,73%, este ano, segundo divulgou o Banco Central. Para 2018, a estimativa de expansão segue em 2,50%. 

*Com informações da Agência Brasil 

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