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A alta na confiança alcançou 8 dos 19 segmentos industriais, com forte influência da melhora nas percepções sobre a situação atual e expectativas

Brasil Econômico

Índice de Confiança da Indústria da FGV atinge 92,8 pontos em setembro
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Índice de Confiança da Indústria da FGV atinge 92,8 pontos em setembro

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgou nesta sexta-feira (29) um crescimento de 0,6 ponto no Í ndice de Confiança da Indústria (ICI) em setembro. Com o avanço, o índice passou para 92,8 pontos, alcançando o maior nível desde abril de 2014, quando marcou 97 pontos.

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“O resultado da sondagem de setembro confirma o retorno à fase de recuperação da confiança da indústria que havia sido interrompida em maio. Os sinais têm sido consistentes: há contínua melhora das avaliações sobre o momento presente e a maioria dos indicadores da pesquisa deixou para trás os níveis extremamente baixos em que se encontravam durante o período recessivo. Como contraponto, o setor ainda opera com elevado nível de ociosidade, mostrando que a recuperação do nível de atividade, apesar de já ser uma realidade, está apenas começando”, afirmou a coordenadora da sondagem da indústria do Ibre/ FGV , Tabi Thuler Santos. 

Bom desempenho

O acréscimo na confiança alcançou 8 dos 19 segmentos industriais, com forte influência da melhora nas percepções sobre a situação atual e nas expectativas. O Índice da Situação Atual apresentou alta de 0,6 ponto, ao passar para 90,6 pontos - seu maior patamar desde maio de 2014, quando atingiu 92,3 pontos. Enquanto o Índice de Expectativas (IE) subiu 0,5 ponto, indo para 94,9 pontos.

O bom desempenho na percepção do nível de demanda foi apontado como o principal contribuinte para o crescimento do ISA. O indicador aumentou 1,9 ponto neste mês, ao passar para 91,2 pontos e também atingir o seu maior resultado desde maio de 2014, com 92,4 pontos. As empresas que consideram o nível de demanda forte aumentaram de 7,6% para 8,6% entre agosto e setembro. Enquanto as que consideram o nível fraco se mantiveram estáveis, indo de 28,7% para 28,8%. 

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Em relação ao grau de otimismo com a tendência dos negócios nos seis meses seguintes, o resultado registrou a maior contribuição positiva entre os componentes do IE, com alta de 2,8 pontos, passando 96,8 pontos. A proporção de empresas que percebem uma melhora na situação dos negócios foi outra a crescer, de 34% para 35,6%, em paralelo com a redução nas que estimam uma piora, recuando de 14,8% para 11,9%.

A FGV ainda mostrou os resultados do Nível de Utilização da Capacidade Instalada ( NUCI ), que apresentou queda de 0,2 ponto percentual (p.p.) na transição dos períodos, para 73,9%. Em termos trimestrais ainda houve retração, uma vez que o NUCI alcançou 74,2% no terceiro trimestre, com 0,3 p.p. a menos do que o obtido no trimestre anterior.

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