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Empresas associadas ao Sindigás foram avisadas do aumento na tarde desta terça-feira (26); elevação vale para embalagens com peso acima de 13 quilos

Petrobras anunciou que aumento não vale para gás de uso residencial, que já teve aumento anunciado na segunda-feira (25)
Petrobras/Divulgação
Petrobras anunciou que aumento não vale para gás de uso residencial, que já teve aumento anunciado na segunda-feira (25)

Os preços de comercialização às distribuidoras do gás liquefeito de petróleo (GLP) destinado aos usos industrial e comercial teve elevação média de 7,9% aplicada pela Petrobras. O reajuste do GLP entra em vigor já da próxima quarta-feira (27).

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De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), as empresas a ele associadas foram comunicadas pela Petrobras  na tarde desta terça-feira (26) da correção do preço, nas unidades da petroleira, em embalagens acima de 13 quilos do GLP industrial. O Sindigás acrescentou que conforme informações recebidas pelas distribuidoras, o aumento de preço será entre 7,6% e 8,3%, dependendo do polo de suprimento.

Por meio de nota, o Sindigás afirmou que o aumento do GLP vendido para o comércio e a indústria “é preocupante, pois afasta o preço interno dos valores praticados no mercado internacional, impactando justamente setores que precisam reduzir custos”. O sindicato também destaca que, com esse aumento de preços “o valor do produto destinado a embalagens maiores que 13 quilos ficará 40% acima da paridade de importação”.

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Gás de cozinha

A correção, segundo a estatal, não se aplica aos preços de GLP destinado ao uso residencial, vendido pelas distribuidoras em botijões de até 13 quilos (GLP P-13). Conhecido como gás de cozinha, justamente por ser usado nas casas – ou em aplicações como fabricação de vibre e cerâmica –, o produto já havia ficado mais caro nesta terça-feira.

O reajuste no gás de cozinha, anunciado na última segunda-feira (25), após decisão do Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da estatal, ficou em média em 6,9%. O ajuste foi aplicado sobre os preços sem incidência de tributos.

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A Petrobras calculou que, se a correção for repassada integralmente aos preços ao consumidor, o preço do botijão de GLP P-13 pode ter alta, em média, de 2,6% ou cerca de R$ 1,55 por botijão. O cálculo, no entanto, só se confirmará se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos.

*Com informações da Agência Brasil

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