Tamanho do texto

Ao apresentar o Relatório Trimestral de Inflação nesta quinta-feira , Carlos Viana de Carvalho destacou a melhora no poder de compra do consumidor

Diretor do BC afirmou que variação na taxa Selic depende da evolução da conjuntura econômica
Beto Nocit/Agência Brasil
Diretor do BC afirmou que variação na taxa Selic depende da evolução da conjuntura econômica

Os sinais de melhora na economia brasileira já podem ser percebidos pelo consumidor, afirmou o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Viana de Carvalho, considera. Ao apresentar o Relatório Trimestral de Inflação nesta quinta-feira (21), ele destacou a melhora no poder de compra. 

Leia também: Bovespa recua 0,49% nesta quinta-feira, após ultrapassar os 76 mil pontos

De acordo com o diretor do BC , as notícias sobre o mercado de trabalho também são melhores. “O dia a dia vai mostrar essa melhoria da economia permeando a vida das pessoas”, disse. Ele também citou que o crédito para pessoas físicas já dá sinais de melhora, com redução do spread (diferença entre taxa de captação de dinheiro e a cobrada dos clientes nos empréstimos).

No relatório divulgado, o Banco Central revisou a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, de 0,5% para 0,7% este ano. A estimativa para 2018 é de um crescimento maior da economia: 2,2%.

Leia também: Assembleia Legislativa de São Paulo lança aplicativo com gastos dos deputados

Em relação à redução do ritmo de cortes na taxa básica de juros, a Selic, e encerramento gradual do ciclo já anunciado pelo Banco Central, Carvalho disse que essa estratégia é condicional, ou seja, depende da “evolução da conjuntura econômica e dos fatores de risco”.

Além disso, no balanço de riscos, o diretor também destacou como mais relevantes os preços de alimentos e de componentes industriais muito abaixo do esperado e a “frustração” de reformas, como a da Previdência. “A gente segue comunicando a importância do fiscal, especialmente através da percepção de perspectivas para trajetória das contas públicas para prazos mais longos”, disse.

Leia também: Prévia da inflação é de 0,11% em setembro, com menor acumulado desde 1998

Descumprimento de meta

Segundo Carvalho, caso a meta de inflação fique abaixo do limite mínimo de 3%, o banco justificará o descumprimento “com serenidade”. Quando a meta de inflação não é cumprida, o é preciso fazer uma carta apontando os motivos para o descumprimento. A projeção do BC para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é de 3,2% este ano. Segundo o Relatório de Inflação, o risco de a inflação ficar abaixo do limite inferior da meta é de 36%. A meta tem centro de 4,5% e limite superior de 6%.

*Com informações da Agência Brasil

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.

    Notícias Recomendadas