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Com dívida de US$ 5 bilhões, sendo a maior parte com os seus fornecedores, loja de brinquedo pede falência e reclama da concorrência das vendas online

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Toys "R" Us entra com pedido de falência nos Estados Unidos após somar dívida de US$ 5 bilhões


Uma das mais tradicionais varejistas de brinquedos dos Estados Unidos, a Toys "R" Us, entrou com pedido de falência. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (20) pela agência de notícias France Press. A alegação da varejista para tal atitude foi à dificuldade encontrada em manter lojas físicas em operação, diante da forte concorrência do setor de e-commerce. 

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A Toys "R" Us tem mais de 1,6 mil lojas em operação em diversos países e emprega mais de 65 mil pessoas. Em comunicado ao mercado, a rede norte-americana informou que dívidas com os seus fornecedores são as mais preocupantes e que todo esse processo ajudará a empresa a se recuperar e voltar a ter crescimento em médio prazo.

"Ao lado de nossos investidores, nosso objetivo é trabalhar com os detentores de dívidas e outros credores para reestruturar os US$ 5 bilhões de dívida em longo prazo em nosso balanço, o que nos dará maior flexibilidade financeira para investir em nosso negócio, continuar melhorando a relação com o cliente em nossas lojas físicas e na internet e fortalecer nossa posição competitiva", informou o presidente e diretor executivo da rede varejista, Dave Brandon, em comunicado enviado ao mercado.

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Reestruturação

A rede de varejo de brinquedos informou que não medirá esforços para reestruturar a saúde financeira da companhia para voltar a crescer, em um futuro não tão distante.  "O grupo vai reestruturar a dívida existente e criar uma estrutura de capital saudável para poder investir em seu crescimento em longo prazo e concretizar a aspiração de levar brinquedos para as crianças". Fabricantes de brinquedos como a Hasbro e a Mattel estão entre os fornecedores que a varejista pretende liquidar as dívidas, que é bilionária.

O pedido de falência não contempla a rede varejista Toys "R" Us como um todo. A empresa informou ao mercado e a seus acionistas que as lojas físicas que operam fora dos Estados Unidos e do Canadá não serão fechadas nesse processo de reestruturação, assim como 255 unidades – que operam com licença de marca – e em parceria no mercado asiático ficam de fora do processo de falência.

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