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Segundo pesquisa, lojistas destinaram maior parte de verba com segurança privada e vigilantes; mais de 4 mil lojas fecharam entre janeiro e junho

Brasil Econômico

O comércio varejista da cidade do Rio de Janeiro gastou R$ 996 milhões em segurança somente entre janeiro e junho desse ano. De acordo com dados de pesquisa divulgada nesta terça-feira (19) pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio), o número de comerciantes que afirmam já terem sido assaltados durante o trabalho aumentou.

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Dos 750 lojistas entrevistados, 180 tiveram seus estabelecimentos assaltados, furtados ou roubados. O resultado indica um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Do total de gastos do  comércio nesta área, R$ 667 milhões foram destinados à segurança privada e a vigilantes. Outros R$ 289 milhões foram para equipamentos de vigilância eletrônica e R$ 40 milhões com seguros, grades, blindagens e reforços de portas e vitrines.

Violência constante faz o comércio da capital fluminense aumentar despesas com segurança
Divulgação
Violência constante faz o comércio da capital fluminense aumentar despesas com segurança

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Para Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio , as lojas, que já sofrem com a burocracia e a carga tributária, acabam pagando uma espécie de tributo adicional. "A violência urbana na cidade do Rio de Janeiro vem prejudicando bastante o comércio, já afetado pelo quadro econômico do país e, em especial pela crise do Estado do Rio, que tem influído profundamente no comportamento do consumidor, que por um lado fica com medo de sair de casa e por outro reduz seus gastos, entre eles as compras", analisa.

Nos primeiros seis meses do ano, mais de 4.150 estabelecimentos comerciais fecharam suas portas na cidade, o que representa uma alta de 76% em relação ao mesmo período do ano passado. No estado do Rio, o número chegou a 9,7 mil, com crescimento de 55% na comparação com o primeiro semestre de 2016. O presidente da CDLRio lamentou a crise vivida pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

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Para ele, a implantação do projeto trouxe esperança para a população e animou o comércio, especialmente na Zona Norte da capital fluminense. "Na época, no lugar de inúmeras lojas fechadas nos bairros adjacentes àquelas comunidades, surgiram novos estabelecimentos, com decoração e vitrines modernas, retomando a geração de emprego e movimentando a economia local", lembrou.

* Com informações da Agência Brasil.

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