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Poupança foi apontada por consumidores brasileiros como o segundo destino preferido para uso das contas inativas, com 30% das respostas

Brasil Econômico

Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) indica que a maior parte dos R$ 44 bilhões sacados das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) entre março e julho foram usados para o pagamento de dívidas .

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A pesquisa abrangente ao uso do FGTS mostrou que, em média, 37,7% dos entrevistados utilizaram o recurso para quitar débitos. Esse percentual foi ainda maior entre pessoas com renda até R$ 2.100, com 52,8%. Por outro lado, o percentual diminui entre trabalhadores com rendas mais altas: 42,2%, entre quem ganha de R$ 2.100 a R$ 4.800; 32,4%, de R$ 4.800 a R$ 9.600; e 23,4%, em rendas superiores a R$ 9.600.

Cerca de 37,7% dos entrevistados utilizaram o FGTS para quitar débitos
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Cerca de 37,7% dos entrevistados utilizaram o FGTS para quitar débitos

A poupança foi apontada pelos consumidores como o segundo destino para o uso do benefício, com 30% das respostas. Porém, apenas 11,2% dos brasileiros na menor faixa de renda asseguraram poupar a quantia, enquanto a média foi de 50,4% para o grupo com maior aquisitivo.

Consumo

Apesar de o consumo não ter sido o principal fim para o recurso, apresentou um bom desempenho, impactando positivamente o Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano, ao avançar 0,2% em relação ao primeiro, sendo fortemente influenciado pela alta no consumo das famílias. Na primeira fase do estudo, que ocorreu em março, somente 9,6% asseguraram que a primeira opção para o benefício seria o consumo.

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"Houve uma ligeira redução do endividamento das famílias, mas existe a necessidade de uma recuperação mais efetiva do mercado de trabalho para que as famílias consigam vislumbrar uma situação financeira melhor nos próximos meses e se tornarem menos cautelosas em relação à conjuntura econômica do País", explicou a coordenadora de pesquisa do Ibre/FGV, Viviane Seda.

Para Viviane, a liberação do recurso para as contas inativas por parte do governo ajudou a potencializar o consumo e aliviar a pressão no cenário econômico, sendo necessário que os demais indicadores apresentem uma melhora para que a retomada seja mais sólida. "Apesar de o benefício ter influenciado o consumo, ele não foi suficiente para melhorar a confiança do consumidor no segundo trimestre, a qual continua caindo em agosto", ressaltou.

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Em julho, na segunda fase do estudo, o objetivo foi saber em termos percentuais quais foram os destinos da quantia. Segundo a Caixa Econômica Federal , 25,9 milhões de trabalhadores sacaram o FGTS. Assim, o montante de R$ 44 bilhões representa aproximadamente, 2,7% do PIB e 88% dos R$ 49,8 bilhões que o governo havia liberado para os consumidores brasileiros.

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