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O robô é controlado por um algoritmo artificialmente inteligente, projetado para monitorar 68 pontos no rosto humano que podem mudar com interação

Brasil Econômico

AI Lab do Facebook cria robô que compreende e reproduz expressões faciais tão realistas quanto às humanas
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AI Lab do Facebook cria robô que compreende e reproduz expressões faciais tão realistas quanto às humanas

A fim de diminuir a dificuldade dos robôs em reproduzir expressão humanas, o laboratório de inteligência artificial (AI) do Facebook criou uma espécie de robô animado que entende e responde naturalmente aos movimentos faciais humanos ao longo de uma conversa. De acordo com os pesquisadores do AI Lab, as expressões são tão realistas quanto às de pessoas.

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O robô desenvolvido pelo Facebook é controlado por um algoritmo artificialmente inteligente, projetado para monitorar 68 pontos no rosto humano que podem mudar durante uma conversa. Com o experimento, a AI aprendeu a selecionar a reação adequada ao que estava vendo, como um aceno, um piscar de surpresa ou uma risada quando seu interlocutor parecia contar algo engraçado. 

A pesquisa do AI Lab será apresentada na Conferência Internacional de Robôs e Sistemas Inteligentes no final deste mês de setembro.

Próximos passos

A AI ainda reproduz reações básicas, e por isso não pode ser considerado um robô humanoide mais realista. O pesquisador da Universidade de Tel Aviv, Gorden Gordon, afirmou ao New Scientist que será de extrema importância para a inteligência artificial entender profundamente a comunicação facial e não somente imitá-la. “As expressões faciais reais são baseadas no que você pensa e sente”, ressaltou.

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Mesmo assim, é possível perceber a grande aproximação de uma tecnologia que torna robôs cada vez mais parecidos com os seres humanos em diferentes aspectos, o que também dificulta na distinção de ambos. 

Vale mencionar que o laboratório de AI já presenciou chatbots criando sua própria linguagem, enquanto pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Universidade de Cambridge e Massachussets  desenvolveram sistemas que podem determinar o nível de dor de um humano por meio de suas expressões faciais.

Com esses avanços, talvez seja mais fácil compreender e acompanhar a visão do filantropo Elon Musk, que acredita que a inteligência artificial representa uma ameaça a vida humana , ou ao menos um obstáculo para que a espécie permaneça dando prioridade às suas particularidades diante de tal tecnologia.  Entretanto, com outros robôs do AI Facebook que já estão trabalhando para auxiliar na melhora da saúde mental dos usuários, é possível que robôs mais humanos ajudem os reais seres humanos. 

*Com tradução do futurism.com

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