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Para empresário a reclamação do consumidor era válida, porém ele não poderia ter sido preconceituoso ao dizer que: "Só pode ser Nordestino"

Brasil Econômico

Coco Mambu tem reclamação preconceituosa
Reprodução/Facebook
Coco Mambu tem reclamação preconceituosa


Atualmente é comum o consumidor usar as redes sociais para reclamar de produtos que não foram entregues, péssimo atendimento em bares ou restaurantes, entre tantas outras formas de expor a opinião sobre produtos e serviços. Porém, quando a reclamação extrapola e chega a ponto de ser considerado um crime, um sinal de alerta é ligado e uma grande questão surge: como responder? Recentemente, o restaurante Coco Bambu passou por essa situação.

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Pode-se dizer que o empresário Thales Osterne, um dos sócios da rede Coco Bambu em Campinas, no interior de São Paulo, tem boas dicas aos empresários que passam por este tipo de situação. Recentemente, um post feito por um consumidor sobre a unidade em questão, tinha como título “Só pode(sic) ser Nordestino(sic)”.

O post, feito no avaliador do TripAdvisor , reclamou da demora do atendimento, dos alimentos que não eram frescos e de um erro na conta de consumo. Nada de mais, exceto pelo título do post. Osterne nasceu em Fortaleza e com muita educação respondeu a reclamação do consumidor pedindo desculpas pela experiência ruim na unidade.

Resposta

Porém, o empresário não deixou de alertar o consumidor insatisfeito que preconceito é crime, ao fazer a seguinte afirmação em sua resposta. "Para o preconceito (Crime federal segundo a Lei número 7.716, de 5 de janeiro de 1989), deixo um poema”.

Para mostrar o amor a suas origens e cultura, o empresário publicou um trecho do poema do poeta e compositor, Patativa do Assaré.

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“Eu sou de uma terra que o povo padece

Mas não esmorece e procura vencer.

Da terra querida, que a linda cabocla

De riso na boca zomba no sofrer

Não nego meu sangue, não nego meu nome

Olho para a fome, pergunto o que há?

Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,

Sou cabra da Peste, sou do Ceará.”

Em entrevista ao Diário do Nordeste após a repercussão da resposta dada ao consumidor preconceituoso, o sócio do restaurante Coco Bambu reafirmou o orgulho de ser nordestino e relembrou que no estabelecimento ofendido pelo consumidor, emprega mais de 180 colaboradores e que sua cultura nordestina trabalha para que a economia de Campinas progrida, logo, não responder ao ato criminoso não passou por sua cabeça. Veja o post em resposta ao consumidor: 

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Resposta do sócio do Coco Bambu. em Campinas, repercutiu na internet
Reprodução
Resposta do sócio do Coco Bambu. em Campinas, repercutiu na internet


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