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Segundo o MME, medida visa dar mais competitividade e agilidade à empresa para gerir suas operações, sem amarras impostas às estatais

Decisão de reduzir participação foi tomada após um diagnóstico sobre o processo  de recuperação da Eletrobras
Agência Brasil
Decisão de reduzir participação foi tomada após um diagnóstico sobre o processo de recuperação da Eletrobras

O Ministério de Minas e Energia anunciou nesta segunda-feira (21) que vai propor a redução da participação da União no capital da Eletrobras, com sua consequente democratização na Bolsa de Valores. Esta decisão segue o exemplo do que já foi feito com a Embraer e a Vale.

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De acordo com as informações divulgadas pela pasta, a medida vai dar mais competitividade e agilidade à empresa para gerir suas operações, sem as amarras impostas às estatais. “Esse movimento permitirá à Eletrobras implementar os requisitos de governança corporativa exigidos no novo mercado, equiparando todos os acionistas – públicos e privados – com total transparência em sua gestão”, disse o ministério.

Ainda segundo o ministério, esta decisão foi tomada após um diagnóstico profundo sobre o processo em curso de recuperação da empresa. “Não há espaço para elevação de tarifas nem para aumento de encargos setoriais. Não é mais possível transferir os problemas para a população. A saída está em buscar recursos no mercado de capitais atraindo novos investidores e novos sócios”, afirmou o MME. A proposta será levada ao Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

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Com a medida, o governo segue atuando como um acionista da companhia, recebendo dividendos ao longo do tempo, e a União manterá poder de veto na administração da companhia, garantindo que decisões estratégicas no setor sejam preservadas.

Pela avaliação do Ministério de Minas e Energia, os problemas da empresa decorrem de ineficiências acumuladas nos últimos 15 anos, que "impactaram a sociedade em cerca de um quarto de trilhão de reais, concorrendo pelo uso de recursos públicos que poderiam ser investidos em segurança, educação e saúde".

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Lucro líquido

A Eletrobras registrou uma queda de 97% no lucro líquido do segundo trimestre de 2017. Foram R$ 306 milhões ante R$ 12,7 bilhões obtidos no mesmo período do ano passado. A queda no resultado foi influenciada, entre outros fatores, pela destinação de recursos para o Plano de Aposentadoria Extraordinária (PAE) da empresa , que teve adesão de 2.097 funcionários e gerou um impacto no resultado de R$ 706 milhões.

*Com informações da Agência Brasil