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Infraero/Divulgação
Aeroporto de Congonhas entrará no bloco de 13 terminais a serem entregues à iniciativa privada em 2018

O governo pretende passar a administração do aeroporto de Congonhas (SP) – o segundo mais movimentado de todo o País – à iniciativa privada em 2018, com a intenção de aumentar as receitas em caixa. Além disso, também devem ser leiloados outros 12 terminais localizados nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste. Com a medida, que ainda está em estudo, o governo estima arrecadar mais de R$ 6 bilhões.

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Na última semana, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, disse que a intenção do governo era leiloar 19 terminais. Contudo, em reunião nesta quinta-feira (17) no Palácio do Planalto, com a participação dos ministros Moreira Franco, da Secretaria de Governo, Eliseu Padilha, da Casa Civil, além de Quintella, foi analisada possiblidade da formação de três blocos, envolvendo 13 aeroportos, incluindo Congonhas . O anúncio oficial deve ser feito após a reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que está prevista para acontecer no próximo dia 23.

No Centro-Oeste, serão leiloados os aeroportos de Sinop, Alta Floresta, Cuiabá e Barra do Garça; no Nordeste, os terminais de Aracaju, João Pessoa, Juazeiro, Campina Grande, Maceió e Recife. Já no Sudeste, além do aeroporto de São Paulo, serão repassados à iniciativa privada os aeroportos de Vitória e Macaé (RJ).

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O leilão do aeroporto de Congonhas ocorrerá de forma separada dos demais. Ainda não está definido o modelo do leilão, mas o governo não descarta a possibilidade de a primeira rodada ocorrer ainda este ano.

Outros negócios

Antes de decidir entregar estes aeroportos à iniciativa privada, o Brasil já havia feito outros negócios desse tipo. As concessões dos aeroportos de Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Florianópolis renderam cerca de R$ 1,4 bilhão aos cofres públicos no mês de julho.

Para que a concessão fosse finalizada, ficou acordado que os quatro aeroportos receberiam investimento de R$ 6,6 bilhões, que seriam utilizados na ampliação de terminais de passageiros, dos pátios das aeronaves e dos estacionamentos dos aeroportos.

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Vale ressaltar que na concessão de Salvador foi exigida a construção de nova pista para pouso e decolagens. Em Florianópolis, a concessionária responsável concordou em construir um novo terminal de passageiros e um estacionamento. Ainda não foram anunciadas exigências para a entrega de Congonhas e os demais aeroportos.

*Com informações da Agência Brasil

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