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Em junho, a receita nominal do setor registrou variação de 1% frente a maio. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a taxa ficou em 3,2%

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com junho de 2016, o setor de serviços decresceu 3%
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Na série sem ajuste sazonal, no confronto com junho de 2016, o setor de serviços decresceu 3%

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (16) os resultados da Pesquisa Mensal de Serviços do mês de junho, onde o setor de serviços apresentou crescimento de 1,3%  frente a maio e na série com ajuste sazonal. O resultado foi considerado positivo, ante os acréscimos de 0,5% em maio e de 1,1% em abril.

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Na série sem ajuste sazonal e em comparação com igual mês do ano passado, o setor de serviços caiu 3%, depois de decrescer 1,9% em maio e 5,7% em abril. Com isso, a taxa acumulada no ano apresentou baixa de 4,1% e de 4,7% em 12 meses.

Em relação às atividades, frente a maio e na série com ajuste sazonal, houve crescimento nos segmentos de serviços prestados às famílias e transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, ambos com 1%. Serviços profissionais, administrativos e complementares também acresceram no mês, com 0,8%, assim como outros serviços, com 0,7%. O único recuo foi observado nos segmentos de serviços de informação e comunicação, com baixa de 0,2%. Já o agregado especial das atividades turísticas subiu 5,3%.

Receita nominal

Em junho, a receita nominal variou 1% em relação a maio. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a taxa ficou em 3,2%, enquanto a taxa acumulada no ano foi de 1,6% e de 0,6% em 12 meses. No segundo trimestre deste ano, o setor registrou variação positiva de 0,3% se comparado ao primeiro trimestre na série livre de influências sazonais, o que interrompeu uma sequência de nove trimestres consecutivos de quedas.

No que se diz respeito aos resultados semestrais, houve retração de 1,3% no volume, no primeiro semestre de 2017 frente ao segundo semestre de 2016, na série livre de influências sazonais, sendo considerado o menor recuo desde o primeiro semestre de 2015. Em termos de composição da taxa global de volume, sem ajuste sazonal, acresceram os segmentos transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, com 0,4 p.p. e serviços prestados às famílias, com 0,2 p.p.

Já as contribuições negativas partiram de serviços profissionais, administrativos e complementares, com queda de 1,7 p.p., serviços de informação e comunicação, com menos 1,2 p.p e outros serviços, com baixa de 0,7 p.p.

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Variação trimestral

No segundo trimestre deste ano, os crescimentos mais evidentes foram os dos seguintes segmentos: serviços profissionais, administrativos e complementares, com 1,4% e transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, com 0,7%. Por outro lado, outros serviços, registrou queda de 3,6%, serviços de informação e comunicação, decresceu 1,6% e serviços prestados às famílias, caiu 0,9%. O agregado especial das atividades turísticas apresentou recuo de 1,1%.

Na comparação com o segundo trimestre de 2016, o setor retraiu 3,6% - menor recuo desde o terceiro trimestre de 2015. Houve crescimento em transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, com 1,6%, e nos serviços prestados às famílias, com 0,7%. A maior queda foi de outros serviços, com -10,6%, seguidos de serviços profissionais, administrativos e complementares, com -7,8% e dos serviços de informação e comunicação, com -2,8%. Nessa base de comparação, as atividades turísticas tiveram queda de 5,4%.

Resultados regionais

No sexto mês do ano e na série com ajuste sazonal, as maiores variações positivas de volume, em comparação a maio, foram registradas em: Roraima, com 6,8%, Mato Grosso, com 6,1% e Amazonas, com 5,4%. Já as maiores variações negativas partiram do Rio Grande do Norte, com recuo de 3,6%, Ceará, com queda de 2,2% e Maranhão e Minas Gerais, ambas com baixa de 1,6%.

Quanto aos resultados sem ajuste sazonal, na comparação com igual mês de 2016, Mato Grosso com 20,3%, Paraná, com 7,0% e Amazonas, com 5,3%, foram os maiores destaques positivos. Em contrapartida, Distrito Federal, com -16,8%, Roraima, com -16,3% e em Rondônia, com -14,3% foram as principais participações negativas.

Atividades turísticas

Em termos regionais, em relação aos resultados de volume e na série livre de influências sazonais das atividades turísticas, entre as Unidades da Federação avaliadas, somente o Distrito Federal registrou decréscimo, com menos 0,5%. As variações positivas foram as seguintes: São Paulo, com 4%, Rio Grande do Sul, com 3,9%, Goiás, com 3,2%, Espírito Santo, com 3%, Rio de Janeiro, com 2,7%, Pernambuco, com 2,5%, Bahia, com 2,3%, Santa Catarina, com 2,1%, Paraná, com 1,8%, Minas Gerais, com 1,3% e Ceará, com 0,3%.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior sem ajuste sazonal , as variações positivas o setor de serviços ocorreram em Goiás, com 15%, Pernambuco, com 7,9%, Santa Catarina, com 5,6%, Paraná, com 3,9%, Bahia, com 3,8% e Minas Gerais, com 1,7%.  Já os recuos foram obtidos no Distrito Federal, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, São Paulo e Ceará, com quedas de 22,3%, 19,8%, 7,8%, 7,8%, 2,7% e 1,5%.

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