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Segundo o IBGE, Santa Catarina foi o principal destaque no varejo ampliado, com alta de 15,7%

Em junho deste ano, o comércio varejista nacional apresentou crescimento de 1,2% em seu volume de venda e de 8% na receita nominal, frente a maio e na série livre de influências sazonais. O resultado foi considerado a terceira taxa positiva consecutiva nessa comparação. As informações fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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De acordo com o IBGE , o indicador de média móvel trimestral permaneceu estável nos últimos dois meses, tanto em relação ao volume quanto para as vendas nominais, com variações de respectivamente, 0,8% e 1,2%. Na série sem ajuste sazonal, o total do varejo avançou 3% em junho, terceiro resultado positivo consecutivo, ainda mais intenso do que o verificado em maio, com 2,6% e abril, com 1,7%.

No índice acumulado para os seis primeiros meses deste ano, o varejo recuou 0,1% em seu volume de vendas, ficando próximo à estabilidade frente a igual semestre de 2016. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, com queda de 3%, continuou reduzindo o ritmo de queda, iniciado em outubro do ano passado, quando decresceu 6,8%.  Em contrapartida, a receita nominal de vendas variou 2,4% frente a junho de 2016, 1,9% no acumulado do ano e 3,2% no acumulado dos últimos 12 meses.

No que se diz respeito ao comércio varejista ampliado, abrangente as atividades de veículos, motos, partes e peças e material de construção, a expansão foi de 2,5% para o volume de vendas e de 2,2% para a receita nominal, ambas frente a maio de 2017, na série com ajuste sazonal.

Se comparado a junho do ano passado, o acréscimo no volume de vendas do varejo ampliado foi de 4,4% para o volume e de 3,5% para receita de vendas.   No acumulado do ano, o volume de vendas variou positivamente em 0,3%, enquanto o indicador para os últimos 12 meses mostrou um recuo de 4,1%, diminuindo o ritmo de queda iniciado em julho de 2016, quando caiu 10,4%.

Atividades e segmentos

Na transição de maio para junho, o volume do comércio varejista mostrou expansão de 1,2%, com variações positivas em seis das oito atividades avaliadas. Os principais destaques para o acréscimo partiram dos setores móveis e eletrodomésticos, com 2,2%; tecidos, vestuário e calçados, com 5,4%; outros artigos de uso pessoal e doméstico, com 2,7%; combustíveis e lubrificantes, com 1,2%; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com 1,5% e livros, jornais, revistas e papelaria, com 4,5%.

Por outro lado, houve queda no setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com retração de 0,4% após avançar 1,1% em maio. Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação também variou negativamente, com baixa de 2,6%. Nessa mesma comparação, o comércio varejista ampliado cresceu 2,5% se comparado a maio deste ano, com veículos e motos, partes e peças registrando, que acresceram 3,8%, após a alta de 2% no mês de anterior. Já material de construção mostrou aumento de 1%.

Na comparação com igual mês do ano anterior, setorialmente falando, os principais contribuintes para a formação da taxa global, foram observados em: móveis e eletrodomésticos, com 12,7%; tecidos, vestuário e calçados, com 4,6%; outros artigos de uso pessoal e doméstico, com 4,3%; Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com 0,8%; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com 3%; combustíveis e lubrificantes, com 0,5%; equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com 5,1% e livros, jornais, revistas e papelaria, com avanço de 1,2%.

Em junho deste ano, o segmento de móveis e eletrodomésticos, com alta de 12,7% no volume de vendas em relação a junho do ano passado, foi considerado a maior contribuição na formação da taxa positiva do global do varejo. Com uma dinâmica de vendas relativas às compras financiadas, o resultado mensal foi estimulado pela diminuição de 12,9% no custo médio do crédito às famílias, além do impacto da base fraca de comparação e da menor variação dos preços.

Desse modo, o indicador acumulado no ano mostrou registrou elevação de 5,9%, enquanto o indicador acumulado nos últimos 12 meses variou negativamente em 2,9%, ainda sinalizando redução no ritmo de queda.

O segmento de tecidos, vestuário e calçados apresentou alta de 4,6% no volume de vendas, influenciado pelas comemorações das datas festivas do mês de junho, beneficiadas pela recomposição da massa real na economia. No acumulado do semestre, a taxa foi de 5,8%, e nos últimos 12 meses, de -3,6%.

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A atividade de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que integra segmentos como lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos, entre outros, variou 4,3% no volume de vendas em relação a junho de 2016. Com isso, exerceu o segundo maior impacto positivo na taxa do verejo.

Esse desempenho foi estimulado, em grande parte, pela elevação das vendas online, refletindo também um aumento da renda real, resultante direto da redução sistemática da variação dos preços. Em termos acumulados, o resultado para o primeiro semestre do ano foi de -0,9% e de -4,3% para os últimos 12 meses.

Com variação de 0,8% no volume de vendas ante a junho do ano passado, o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foi apontado como a terceira maior contribuição para o índice geral do mês. Vale lembrar que essa atividade manteve-se relacionada a evolução da massa real habitualmente recebida. Assim, a taxa acumulada para os primeiros seis meses do ano foi de -0,6% e para os últimos 12 meses, de -1,8%.

Já a atividade de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria expandiu 3% se comparado ao mesmo mês do ano anterior, sendo ainda a terceira maior influência na taxa geral do varejo. O volume de vendas acumulado em seis meses variou negativamente em 0,9% e em 2,6% nos últimos 12 meses.

O setor de combustíveis e lubrificantes, com variação de 0,5% no volume de vendas, interrompeu a sequência de 29 meses de taxas negativas nessa comparação. A redução de preços de combustíveis, abaixo do índice geral de inflação, permanece influenciando o comportamento setorial. Em termos de desempenho acumulado no semestre, a taxa foi de -3,5%, e de -6,2% nos últimos 12 meses.

Enquanto o segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, avançou 5,1% frente a junho do ano passado, sendo considerado o terceiro resultado positivo seguido nesse tipo de comparação. A influência da depreciação do dólar frente ao real, que reflete nos preços de alguns componentes eletrônicos importados, em especial para microcomputadores e aparelhos eletrônicos, foi evidenciado como um fator determinante para tal comportamento. Nos acumulados, a taxa no semestre foi de -2,4% e nos últimos 12 meses, de -5,5%.

Com acréscimo de 1,2% no volume das vendas, a atividade de livros, jornais, revistas e papelaria mostrou expansão, após cair 0,8% em maio. No volume de vendas acumulado no primeiro semestre do ano, houve baixa de 3,6% e, para os últimos doze meses, de 9,3%.

 Varejo ampliado

Ainda na comparação com igual mês do ano anterior, houve uma expansão de 4,4% no comércio varejista ampliado, acumulando no semestre uma variação positiva de 0,3%, o que interrompeu 35 meses de taxas negativas consecutivas. No acumulado para os últimos 12 meses, o recuo foi de 4,1%. Este desempenho evidenciou o comportamento das vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, ambos com crescimento de 3,5% e de 7%, respectivamente.

No acumulado no ano, o setor de material de construção avançou 4,7%, enquanto veículos, motos, partes e peças, ainda registrou decréscimo de 4,4%. No indicador acumulado nos últimos 12 meses, as taxas foram negativas, com queda de 9,7% em veículos, motos, partes e peças e de 2,2% em material de construção.

Ainda em relação ao comércio varejista ampliado, 23 das 27 Unidades da Federação apresentaram resultados positivos, em termos de volume de vendas, e em comparação a igual mês do ano passado. Segundo o IBGE, Santa Catarina foi o principal destaque, com alta de 15,7%.  Já São Paulo foi uma das principais participações negativas, com taxa de 3%.

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