Tamanho do texto

Muitos encontros e eventos têm pautado a discussão da ética sobre a Inteligência Artificial e promovido uma integração responsável da tecnologia

Brasil Econômico

A empresa de informática estadunidense, IBM , está defendendo a Inteligência Artificial (IA). A gigante da tecnologia vem pressionando Washington com a esperança de desafiar a visão de que: "Profetas temerosos têm previsto uma perda maciça de emprego, ou mesmo de que a IA é uma divindade que controlará a humanidade" – disse o vice-presidente da IBM Watson, David Kennt, em uma carta aberta ao congresso.

Leia também: Biometria nos veículos: veja como a experiência de transporte será impactada

Na história do desenvolvimento da IA da IBM, seus engenheiros foram os pioneiros em alguns dos primeiros sistemas de inteligência artificial, incluindo o Deep Blue
shutterstock
Na história do desenvolvimento da IA da IBM, seus engenheiros foram os pioneiros em alguns dos primeiros sistemas de inteligência artificial, incluindo o Deep Blue

No documento ele ainda aponta que “o real desastre seria abandonar ou inibir a tecnologia cognitiva antes da total realização de seu potencial”. Kenny também está participando do Caucus bipartidário de Inteligência Artificial .

O argumento central de Kenny é rodeado por três princípios fundamentais. Primeiramente, as tecnologias passadas, como o scanner de código de barras e o ATM, melhoraram consideravelmente a eficiência e geraram a criação de emprego. Segundo, taxar ou inibir o desenvolvimento de IA custará aos Estados Unidos uma vantagem competitiva, em vez de elaborar uma mudança na educação ou no treinamento para preparar o país para a tecnologia. O terceiro princípio é que a empresa de IA deve ser transparente sobre o processo de tomada de decisões do seu sistema, e promover um princípio de governança de dados individuais.

Na história do desenvolvimento da IA da IBM, seus engenheiros foram os pioneiros em alguns dos primeiros sistemas de IA, incluindo o Deep Blue , que é um supercomputador projetado para jogar xadrez, que foi responsável por bater o campeão mundial, Gary Kasparov – um dos maiores feitos do IA até hoje. Atualmente, a IBM Watson é um dos principais líderes de computação cognitiva do mundo, com aplicações que vão desde diagnóstico de doenças, até a escrita de livros de receita, para enfrentar as tarefas pesadas de dados do governo federal.

Leia também: Alien: Por que buscar vida fora da Terra é bom para a sociedade?

A ética da IA

A proposta da IBM é informar no congresso que a IA não é o primeiro empreendedorismo de alto perfil a ser feito. Muitos encontros e eventos têm pautado a discussão da ética sobre a IA e promovido uma integração responsável da tecnologia.

No último ano, representantes do Google, Amazon, Microsoft, IBM, e do Facebook formaram a Partnership on AI to Benefit People and Society (em tradução livre: Parceiros em IA para Beneficiar as Pessoas e a Sociedade) com o objetivo de desenvolver um possível conjunto de diretrizes para o desenvolvimento de IA. Tem também havido mais atenções individuais para investigar a IA – como o Pierre Omidyar, o fundador da eBay, e Reid Hoffman, co-fundador do LinkedIn, ambos investiram milhões em projetos de IA.

Apesar das mentes e o dinheiro dedicados a resolver o problema, a ética da Inteligência Artificial continua sendo um pântano moral notavelmente pegajoso, que envolve questões de personalidade, sentimentos, e direitos que esbarram com preocupações filosóficas de séculos.

Leia também: Litecoin: conheça quatro vantagens da moeda sobre a Bitcoin

*Com tradução de futurism.com

    Leia tudo sobre: Inovação