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Conselho autorizou arrendamento de frigoríficos da Rodopa, mas considerou que algumas condições não foram cumpridas após JBS desistir de operações

Brasil Econômico

O grupo JBS recebeu uma multa de R$ 40,2 milhões por um descumprimento do acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) relacionado ao aquisição de frigoríficos. Segundo informou o órgão nesta quarta-feira (2), uma também foi imposta uma multa de R$ 1,8 milhão à Rodopa Indústria e Comércio de Alimentos e da Forte Empreendimentos e Participações, outra empresa do setor de produção que estava envolvida na negociação.

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Em 2014, o Cade autorizou que a JBS arrendasse frigoríficos da Rodopa, mediante o cumprimento de algumas condições. Em avaliação realizada no ano passado, porém, o conselho entendeu que as determinações não haviam sido atendidas e estabeleceu novos prazos e regras. Caso não concordassem com a reformulação do acordo, as empresas deveriam atender a algumas recomendações.

Cade considerou que JBS descumpriu condições previstas após se desfazer da operação dos frigoríficos da Rodopa
Divulgação
Cade considerou que JBS descumpriu condições previstas após se desfazer da operação dos frigoríficos da Rodopa

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O objetivo era evitar o fechamento dos frigoríficos, mas segundo a agência de notícias "Reuters", em maio deste ano, a empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista encerrou a operação e se desfez dos frigoríficos. Por entender que a companhia não seguiu os termos estabelecidos inicialmente, o conselho estabeleceu a multa milionária. Determinou, ainda, o pagamento de R$ 200 mil pelo não cumprimento do mínimo de produtividade dos frigoríficos arrendados.

No caso da Rodopa, foi aplicada a multa de R$ 1,6 milhão por conta de desistência do acordo sem cumprimento das condições e de mais R$ 200 mil pelo descumprimento de cláusulas que estabeleciam a venda dos ativos.

Compra de rede de combustíveis é rejeitada

Ainda na quarta-feira (2), o Cade rejeitou por unanimidade a compra da distribuidora de combustível Ale pela Ipiranga. O relator do processo, conselheiro João Paulo de Resende, solicitou às empresas que fossem vendidas todos os postos da rede Ale em 12 estados. As empresas negaram essa proposta e fizeram uma nova, que não foi aceita nem divulgada pelo conselho.

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Assim como o que ocorreu no caso envolvendo a JBS, a imposição foi feita após o Cade notar alguns problemas. Para o conselho, a fusão entre as marcas Ale e Ipiranga seria problemática se não fosse realizada nos 12 estados. Com a compra da rede de postos de combustível Ale, a Ipiranga teria consolidada sua posição como a segunda maior distribuidora do País, perdendo apenas para BR Distribuidora , e passaria a ter 25% do mercado de venda de gasolina.

* Com informações da Agência Brasil.