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Índice de Confiança de Serviços (ICS)avança 1 ponto no mês de julho, indo para 82,9 pontos e recuperando parte dos 2,8 pontos perdidos em junho

FGV:  em julho, a alta do ICS alcançou 9 das 13 atividades avaliadas
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FGV: em julho, a alta do ICS alcançou 9 das 13 atividades avaliadas

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgou nesta segunda-feira (31) um avanço de 1 ponto no Índice de Confiança de Serviços (ICS) no mês de julho. Com o acréscimo, o indicador passou para 82,9 pontos, recuperando parte dos 2,8 pontos perdidos em junho. Na métrica de médias móveis, o índice manteve a tendência de queda, ao recuar 0,9 ponto.

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“Os resultados da Sondagem de Serviços sugerem a retomada da tendência de melhora gradual nas avaliações sobre a situação corrente dos negócios e acomodação das expectativas, que haviam piorado muito no mês passado. A leitura mais favorável sobre a situação corrente parece se refletir no indicador que capta as perspectivas para o emprego no setor. O indicador de tendência de pessoal ocupado cresce pelo terceiro mês consecutivo, se aproxima dos 100 pontos e sinaliza uma transição entre fases de desmobilização e expansão do efetivo de mão de obra no setor”, explicou o consultor do Ibre/ FGV , Silvio Sales.

Outros indicadores

Em julho, a alta do ICS alcançou 9 das 13 atividades avaliadas, ante a apenas 4 no mês anterior. O bom resultado foi influenciado pelas melhoras nas avaliações sobre a situação atual e nas expectativas. O Índice da Situação Atual (ISA-S) cresceu 1,1 ponto, enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) subiu 0,9 ponto.

O indicador de demanda atual, que registrou acréscimo de 2 pontos, passando para 78,8 pontos, foi apontado como o principal contribuinte para o bom desempenho do ISA-S. Com o avanço, o nível foi considerado o mais elevado desde fevereiro de 2015. Já a melhora das expectativas para a demanda nos três meses seguintes exerceu o maio impacto para a alta no IE-S. Vale ressaltar que o indicador de demanda prevista também apresentou alta de 1,1 ponto, ao passar para 85,8 pontos, depois da queda de 5,3 pontos em junho.  

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Ainda no mês, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de serviços avançou 0,6 ponto percentual, para  82,1%,  o que o fez retornar ao mesmo patamar de fevereiro, após atingir o menor nível histórico em junho.

Recuperação

Um traço que caracteriza a evolução do índice de confiança desde o início do ano passado é o inédito afastamento entre a percepção das empresas em relação às condições futuras e atuais do setor. A tímida reação da confiança vinha sendo observada nas expectativas, entretanto, a partir do início do segundo trimestre houve uma mudança no padrão.

De acordo com a FGV, nos últimos meses, as expectativas do setor entraram em uma fase negativa, que pode ter sido influenciada pela instabilidade presente no cenário político do País. Porém, há uma pequena melhora nas avaliações referentes a situação corrente, que evidencia uma redução na distância entre o IE-S e o ISA-S, o que tem alinhado o ICS de maneira mais realista, juntamente de uma gradual recuperação no nível da atividade econômica.

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