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A Bolsa de Valores de São Paulo operava em alta de 0,25% e disparou para 1,24% após ser noticiada a condenação do ex-presidente Lula nesta quarta

Brasil Econômico

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Reprodução/BMFBovespa
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A bolsa de valores de São Paulo disparou após a notícia da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva . O Ibovespa, principal índice da Bovespa, operava em alta de 0,25% por volta das 13h15 desta quarta-feira (12).   Após toda a repercussão, a bolsa de valores fechou com o Ibovespa subiu 1,57%, aos 64.835 pontos. 

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Assim que foi noticiado que o juiz Sérgio Moro condenou o ex-presidente a nove anos e seis meses de prisão, o Ibovespa disparou e atingiu alta de 1,24 %, isso por volta das 14h, chegando aos 64.618 pontos. A Bovespa ainda absorvia os efeitos da aprovação da Reforma Trabalhista, quando foi impactada com a notícia.  O Ibovespa continuou a subir com a repercussão da condenação e às 16h10, apresentou alta de 1,60% e atingiu 64.851 pontos. 

Mais estável após o mercado absorver a notícia, a alta do Ibovespa passou a ser mais moderada e chegou a 1,35% às 14h50 desta quarta-feira (12). A bolsa nem ser recuperou da repercussão da aprovação da Reforma Trabalhista, na terça-feira (11) para ter esse novo impacto, que também mudou o patamar da cotação do dólar.

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Câmbio

O dólar comercial já estava cotado em queda na abertura do mercado, às 10h da manhã desta quarta. A moeda continuou desvalorizada frente ao real no final da manhã e no início da tarde e foi impactado mais ainda com a condenação. As 14h30 a moeda norte-americana estava cotada em R$ 3,21, o que representa queda de 0,77%.

Com a instabilidade, as negociações dos papeis do governo – Tesouro Direto – foram suspensos às 14h30. 

Repercussão

Com o novo cenário político a se desenhar sem a candidatura de Lula, o mercado passou a reagir de forma positiva, além de indicar um fortalecimento do atual governo. "Existia um certo medo para o mercado sobre essa condenação ou possível prisão no futuro. Porém, os investidores estrangeiros têm o sentimento de uma melhora, assim como alguns investidores brasileiros. A aprovação da reforma trabalhista, como a prisão logo em seguida, mostram a força que o governo atual está e fará o Brasil caminhar com seus próprios passos", comentou Fernando Marcondes, Planejador Patrimonial do Grupo GGR.

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