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Pela sexta vez consecutiva, a projeção para o PIB foi reduzida, sendo que nesta segunda-feira (10) a estimativa é de alta tímida de 0,34%; entenda

Brasil Econômico

Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, aponta que a inflação será abaixo da meta de 4,5% e que o PIB vai crescer menos que 0,5%
Agência Brasil/EBC
Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, aponta que a inflação será abaixo da meta de 4,5% e que o PIB vai crescer menos que 0,5%


Os economistas consultados para o Boletim Focus, do Banco Central, desta segunda-feira (10) sinalizam otimismo quanto à inflação e pessimismo para o Produto interno Bruto (PIB).

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Segundo análise dos dados do Banco Central , o indicador de crescimento econômico – PIB – foi revisto para baixo. Na semana passada a estimativa era de alta de 0,39%, nesta semana a projeção é de 0,34%.

As estimativas referentes à inflação , que é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tiveram a sexta queda consecutiva em suas projeções, ao passar de 3,46% na semana para 30,38% nesta segunda-feira (10).

Para 2018, a projeção para o crescimento do PIB foi mantida em 2% e a estimativa para o IPCA foi ajustada de 4,25% para 4,24%. As projeções permanecem abaixo do centro da meta de inflação, que é 4,5%.

Taxa de juros

Os economistas que participam da produção do Boletim Focus também deram suas projeções quanto à taxa básica de juros, a Selic . Até o final do ano o mercado financeiro estima que os juros fiquem em 8,25%. No Boletim da semana passada, a projeção era de que a taxa de juros fechasse o ano em 8,50%.

Para o ano que vem, ou seja, 2018 a expectativa foi alterada de 8,25% para 8% ao ano. Atualmente, a Selic está em 10,25% ao ano e é Definida pelo Cômite de Política Monetária ( Copom ). A taxa Selic é uma das ferramentas da equipe econômica do governo para influenciar o crescimento da economia e o comportamento da inflação. 

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Dados FGV

O indicador da Fundação Getulio Vargas (FGV), feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), apresentou variação negativa de 0,18%, mas ficou 0,14 ponto percentual acima da taxa registrada na última divulgação feita pela Fundação.

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Habitação (-0,74% para -0,29%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -6,56% para -3,98%.

Outros indicadores

Ainda com dados do Boletim Focus, os economistas estimam que a taxa de câmbio no final deste ano permaneceu inalterada em R$ 3,35. Para o próximo ano, a expectativa é que a moeda norte-americana fique cotada em R$ 3,45.  As estimativas para a balança comercial, segundo o Banco Central, tiveram alta ao passar de US$ 58,75 bilhões para US$ 59,5 bilhões de resultado positivo. Em 2018, a projeção é de superavit de US$ 46,5 bilhões.

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