Tamanho do texto

Segundo indicador da SPC Brasil e da CNDL, confiança dos empresários ficou em 46,9 pontos em junho, 2,9 pontos abaixo do registrado no mês de maio

Os propritários de pequenos empreendimentos estão menos otimistas com a economia brasileira. De acordo com o Indicador de Confiança do Micro e Pequeno Empresário (ICMPE) divulgado nesta terça-feira (4) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a confiança registrou 46,9 pontos em julho. Na comparação com maio, o recuo foi de 2,9 pontos. Na variação anual, o índice supera os 42,9 pontos de junho de 2016.

Leia também: Faturamento da indústria brasileira registra crescimento em maio, aponta CNI

O indicador varia de zero a 100 pontos. Quando está acima da marca dos 50 pontos, a confiança está em alta. Quando está abaixo, os micro e pequenos empresários apresentam desconfiança com o cenário atual. "Ao longo dos últimos anos, a sondagem mostrou que a crise política é fator sempre relevante para justificar o pessimismo com o futuro da economia", analisa Honório Pinheiro, presidente da CNDL.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, confiança dos micro e pequenos empresários apresentou elevação
Shutterstock
Na comparação com o mesmo período do ano passado, confiança dos micro e pequenos empresários apresentou elevação

Leia também: IBGE: Produção industrial de maio tem o melhor resultado desde 2010

"Havendo o aprofundamento do impasse político e, por consequência, o adiamento das reformas estruturais, corre-se o risco de a confiança voltar ao patamar do auge da crise, adiando ainda mais a recuperação econômica", continua. O levantamento também analisa a percepção de micro e pequenos empresários em relação às condições gerais, que procura medir a percepção sobre os últimos seis meses, e às expectativas, que avalia as projeções para os próximos meses.

O Indicador de Condições Gerais atingiu 32,2 pontos em junho, contra 34,5 pontos em maio. "Para a maioria dos micro e pequenos empresários a situação econômica do país e de suas empresas vem piorando com o passar do tempo", diz o boletim. Para 67% dos entrevistados, a economia piorou ou piorou muito, enquanto outros 10% consideram ter havido melhora. Em relação aos negócios, 53% julgam que o cenário piorou. 

Entre os que consideram que a situação do seu próprio negócio piorou, 66% identificam uma queda no nível das vendas. Para 13%, a situação piorou por conta do aumento dos preços dos insumos ou produtos e 8% dizem atuar em um ramo que está em baixa. Outros 6% mencionaram o crescimento da inadimplência.

Projeções para o futuro

O Indicador de Expectativas mostrou que quatro em cada dez (41%) micro e pequenos empresários estão confiantes com o futuro da economia. Quando perguntados sobre a situação de sua empresa, o índice chega a 53%. O percentual de empresários pessimistas com a economia e com os negócios é de 24% e de 14%, respectivamente.

Leia também: Pedidos de falência das empresas caem 12,4% no primeiro semestre

No entanto, 41% dos empresários que mostram confiança não sabem explicar o motivo para o otimismo. Segundo o levantamento, há somente a esperança de que coisas boas acontecerão. Para 21%, a crise política será resolvida e 14% observam sinais de melhor no cenário macroeconômico. Entre os otimistas com o próprio negócio, 37% também não sabem a razão. Para 22%, o cenário apresentará melhora devido à boa gestão. Outros 14% creem nos investimentos para superar a crise.

* Com informações da Agência Brasil.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.