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De acordo com Pedro Parente, enquanto outras petrolíferas pagam cerca de US$ 1 bilhão com juros por ano, a Petrobras precisa gastar US$ 7 bilhões

Pedro Parente também descartou qualquer possibilidade de privatização da Petrobras
Agência Brasil
Pedro Parente também descartou qualquer possibilidade de privatização da Petrobras

O endividamento da Petrobras gerou uma conta com juros que superam a média das outras petrolíferas em cerca de US$ 6 bilhões por ano, afirmou Pedro Parente, presidente da estatal, nesta segunda-feira (26). A informação foi concedida durante almoço promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), no Rio de Janeiro.

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De acordo com Parente, enquanto outras grandes petrolíferas pagam cerca de US$ 1 bilhão com juros por ano, a Petrobras precisa gastar US$ 7 bilhões. "A cada ano poderíamos estar implementando um novo sistema de exploração do pré-sal, e não fazemos isso pela demanda de juros que aumentou exponencialmente nesse período [de 2008 a 2014]", disse.

No final de 2014, a dívida bruta de R$ 132 bilhões da estatal superava a de todas as unidades da federação brasileiras somadas, se fosse excluído o estado de São Paulo, contou o presidente da estatal. Quando o estado mais rico do país entrava na conta, a empresa passava a dever 70% do total contabilizado.

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Redução de empregados

O corte de gastos da companhia por meio de parcerias e desinvestimentos, que foi de US$ 13,6 bilhões entre 2015 e 2016, deve ser ainda maior entre 2017 e 2018, quando se espera que chegue a US$ 21 bilhões.

O plano de demissão voluntária, que ajudou a reduzir o número de empregados de 78,5 mil no final de 2015 para 65.169 no primeiro trimestre de 2017, está entre as medidas que devem contribuir com esse resultado. Entre os terceirizados da companhia, a queda foi bem maior, e Parente estimou que o número de empregados diretos ou contratados em obras de interesse da empresa caiu de cerca de 400 mil para 200 mil.

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Privatização

Parente também voltou a descartar que qualquer discussão sobre a privatização da estatal estivesse na agenda de sua administração ou do governo. "Existe tanto carinho do brasileiro pela Petrobras que eu não vejo que essa é uma agenda da sociedade. No nosso setor, temos empresas estatais que deram muito certo e temos também algumas empresas privadas que não deram tão certo assim. Se no momento a gente abre essa discussão, só vai fazer atrapalhar a vida da gente nesse plano estratégico", afirmou.

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