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Na série sem ajuste sazonal e ante ao mesmo mês do ano passado, o IBGE evidenciou uma queda de 5,6% no setor, a maior para o mês de abril; entenda

Brasil Econômico

IBGE aponta alta de 0,5% na receita nominal do setor de serviços em abril
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IBGE aponta alta de 0,5% na receita nominal do setor de serviços em abril

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (14) que no mês de abril, o setor de serviços registrou crescimento de 1% no volume de serviços prestados se comparado ao mês anterior, e na série com ajuste sazonal.  Vale lembrar que em março o setor apresentou um recuo de 2,6%.

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Na série sem ajuste sazonal e ante ao mesmo mês do ano passado, o IBGE evidenciou uma queda de 5,6% no setor, a maior para o mês de abril, acompanhando as retrações de 5,2% em março e de 5,3% em fevereiro. Com isso, a taxa acumulada no ano ficou em -4,9% e em -5%, em 12 meses.

Já a receita nominal variou positivamente em 0,5%, se comparada a março e na série com ajuste sazonal. Em relação ao mesmo mês de 2016 e sem ajuste sazonal, houve retração de 0,4%. A taxa acumulada no ano ficou em 0,6% e em 0,0%, em 12 meses.

Atividades

Por atividade, o segmento de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio apresentou acréscimo de 1% na série com ajuste, enquanto os segmentos de serviços prestados às famílias e serviços profissionais, administrativos e complementares não cresceram no período, com taxa de 0,0%.  Por outro lado, serviços de informação e comunicação e outros serviços recuaram 0,2% e 5,8%, respectivamente. O agregado especial das atividades turísticas decresceu 2% se comparado com o mês imediatamente anterior.

Na análise sem ajuste sazonal, observou-se que todos os segmentos variaram negativamente em relação ao volume: outros serviços, com recuo de 16,4%; serviços profissionais, administrativos e complementares, com queda de 11,4%; serviços prestados às famílias, com baixa de 3,5%; serviços de informação e comunicação, com decréscimo de 2,2% e transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, com taxa negativa de 1,5%.

No que se diz respeito ao agregado especial das atividades turísticas, a retração foi de 6,4% frente a abril do ano passado. Nos quatro primeiros meses do ano, os resultados acumulados registraram as quedas mais significativas para os segmentos de outros serviços, com -11,3% e serviços profissionais, administrativos e complementares, com -9,9%.

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Dos resultados acumulados em 12 meses, transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio foi o segmento com a maior queda, com recuo de 6,7%, seguido do de serviços profissionais, administrativos e complementares, com baixa de 6,6%. Desse modo, destacaram-se os serviços técnico-profissionais, que vêm caindo fortemente, devido à baixa demanda por parte do setor industrial e dos governos.

Taxa global

Em termos de composição da taxa global de volume, sem ajuste sazonal, houve queda nas taxas dos seguintes segmentos: serviços profissionais, administrativos e complementares, com -2,7 p.p.; outros serviços, com -1,2 p.p.; serviços de informação e comunicação, com -0,8 p.p.; transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, com -0,6 p.p. e serviços prestados às famílias, com -0,3 p.p.

Levando em consideração os resultados regionais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo apresentaram as maiores variações positivas de volume, com 2,4%, 2,2% e 2%, respectivamente. Em contrapartida, o Rio Grande do Norte apresentou a maior baixa, com retração de 6,6%, seguidos de Rondônia e Alagoas, com quedas de 6% e 4,6%.

Quanto aos resultados sem ajuste sazonal e na comparação com o mesmo mês de 2016, o Paraná não apresentou variação, enquanto as demais Unidades da Federação retraíram, sendo as maiores variações negativas as de Roraima e Amapá, ambas com queda de 16,8% e Rondônia e Mato Grosso do Sul, com -16,2% e -13,4%.

UF

Nos resultados de volume  das atividades turísticas das Unidades da Federação, na série com ajuste sazonal, houve avanço nas taxas do Distrito Federal, com 4,4%, São Paulo, com 1,9% e Pernambuco, com 0,8%. Já as variações negativas foram registradas no Espírito Santo, com -12,6%, Minas Gerais, com -5,5%, Bahia, com -5,3%, Ceará, com -5%, Rio de Janeiro, com -3,6%, Rio Grande do Sul, com -2,8%, Goiás, com -1,6%, Paraná, com -1,2% e Santa Catarina, com -0,4%.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior sem ajuste sazonal, o IBGE apontou variações positivas em Goiás, com 12,5%, Santa Catarina, com 11,3%, Pernambuco, com 3,7% e Paraná, com 2,3%. Já o Espírito Santo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Ceará e Bahia apresentaram quedas de 22,5%, 21,2%, 20,4%, 4,4%, 3,8%, 3,7%, 3,4% e 0,8%, respectivamente.

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