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Em comunicado enviado após a reunião do Copom na semana passada, BC sinaliza que cortes serão menos agressivos nos próximos meses; veja


Banco Central afirma em comunicado que próximos cortes da taxa Selic passam a ser moderados
Agência Brasil
Banco Central afirma em comunicado que próximos cortes da taxa Selic passam a ser moderados


Relatório do Banco Central referente à última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) – realizada na semana passada – apontou que os membros do conselho pretendem diminuir o ritmo da redução da taxa básica de Juros, Selic, a partir da próxima reunião.

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Na semana passada a Selic teve redução de um ponto percentual, ao passar de 11,25% para 10,25% ao ano. Segundo o comunicado do Banco Central, a opção pelo ritmo mais lento levou em conta a atual conjuntura econômica brasileira.  

“Em função do cenário básico e do atual balanço de riscos, o Copom entende que uma redução moderada do ritmo de flexibilização monetária [corte de juros] em relação ao ritmo adotado hoje deve se mostrar adequada em sua próxima reunião”, diz o documento divulgado nesta terça-feira (6).

O documento sinalizou ainda que a medida pode ser revista sempre com base nos demais indicadores econômicos, como o da inflação, por exemplo.  “Naturalmente, o ritmo de flexibilização continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação”, acrescentou.

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Selic

Após dois dias de reunião, o Copom informou no último dia 31 a sexta redução consecutiva da taxa básica de juros, a Selic . Com a redução de um ponto percentual – ao passar de 11,25% para 10,25% ao ano – o juros no País teve o mais baixo valor desde janeiro de 2014.

O menor valor histórico da Selic foi visto entre outubro de 2012 até abril de 2013, quando a taxa era de 7,25% ao ano.  Após o número histórico ela passou a ser reajusta para cima até atingir 14,25% em junho de 2015.  As reduções começaram a ser feitas em outubro de 2016.

Segundo explicações do Banco Central, a taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. A redução da taxa Selic ajuda a retomada da economia porque juros menores impulsionam a produção e o consumo num cenário de baixa atividade econômica .

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