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Dyogo Oliveira também defendeu as reformas propostas pelo governo, principalmente a da Previdência, em discussão no Congresso Nacional

Brasil Econômico

Além da afirmação de um PIB positivo, Dyogo Oliveira destacou medidas que devem ser tomadas para conter os custos de compras públicas
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Além da afirmação de um PIB positivo, Dyogo Oliveira destacou medidas que devem ser tomadas para conter os custos de compras públicas

Nesta quarta-feira (31), o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB), referente a soma das  riquezas produzidas pelo Brasil, será positivo no primeiro trimestre deste ano, sendo divulgado na quinta-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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"O PIB amanhã será positivo, e isto é muito importante, porque marca o fim da recessão. A economia brasileira está reagindo e há muitos fatores que fundamentam isto", assegurou Oliveira.

O ministro ainda pontuou que o crescimento deve ser um pouco menor do que o apurado pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), devido divergências de metodologia. Vale lembrar que o indicador foi divulgado no último dia 15, evidenciando um acréscimo de 1,12% no primeiro trimestre de 2017, na comparação com o quarto trimestre do ano passado.

Além disso, Oliveira também participou de um seminário na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, onde defendeu as reformas propostas pelo governo, principalmente a reforma da Previdência em discussão no Congresso Nacional.

"A evolução das despesas com previdência do País são insustentáveis, e não são insustentáveis apenas do ponto de vista da previdência, são insustentáveis do ponto de vista das outras despesas do governo federal. A previdência está ocupando todo o espaço disponível e vai avançar cada vez mais”, afirmou.

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Reformas e crise política

Para o ministro, o governo não tem outra alternativa para a reforma proposta. Ele também afastou a possibilidade de fatiamento de pontos da reforma para simplificar a aprovação e minimizar o impacto da crise política no cenário fiscal do País. "O governo não discute nenhum plano B. O que vejo é que as medidas continuam avançando no Congresso, então, não vejo isto afetando a meta fiscal ou as nossas projeções fiscais."

Após falar sobre as prioridades do governo federal para retomar o bom desempenho da economia e melhorar as contas públicas, Oliveira apontou que a previdência ocupa cerca de 55% das despesas totais de 2017. "Estamos gastando demais com previdência e de menos com investimento. Esta não é a composição adequada para construir o País", disse, fazendo uma comparação com os 2,08% destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento.

De acordo com o ministro, o governo vem revisando benefícios como auxílio-doença e Bolsa Família dentro dos critérios legais, gerando cortes de custos relevantes Com o auxílio-doença, por exemplo, o índice de reversão de benefícios concedidos durante mais de dois anos chega a 80%, entretanto, a perspectiva é de que esse percentual seja reduzido para 50%, uma vez que estão revendo os benefícios com maiores suspeitas.

Além da afirmação de um PIB positivo, Dyogo Oliveira destacou medidas que devem ser tomadas para conter os custos de compras públicas, bem como melhorar a governança das estatais e diminuir o custeio administrativo. "Há toda uma programação em curso para reduzir os custos, melhorar a qualidade dos gastos públicos, focalizar os programas e abrir espaço dentro da margem fiscal para que nos próximos anos possamos conviver de maneira adequada com o limite do gasto publico," concluiu.

*Com informações da Agência Brasil

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