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O percentual de famílias com dívidas em maio apresentou o primeiro recuo após três meses consecutivos de alta. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (31) em pesquisa realizada pela Conferação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o indicador ficou em 57,6% com queda de 1,3 ponto percentual na comparação com abril. Em relação a maio do ano passado, houve queda de 1,1 ponto percentual.

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Na avaliação da economista da CNC, Marianne Hanson, a retração do índice de endividamento "pode estar relacionada à queda na margem do custo de crédito, além do ritmo ainda fraco de concessão de empréstimos e financiamentos para as famílias". Apesar da redução do nível de dívidas , a pesquisa apontou que o percentual de famílias com contas em atraso  aumentou.

Parcela de famílias sem condições de pagar as dívidas apresentou queda na comparação com abril, segundo a CNC
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Parcela de famílias sem condições de pagar as dívidas apresentou queda na comparação com abril, segundo a CNC

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Em 24,2%, o índice apresenta alta tanto na comparação mensal quanto em relação a maio do ano passado. Quando abril deste ano é considerado, a elevação é de 0,1 ponto percentual. Na comparação com maio de 2016, a alta foi de 0,5 ponto percentual. Porém, o levantamento da CNC registrou que a parcela de famílias que não conseguirão pagar as contas  diminuiu.

O índice de famílias que não têm como pagar as dívidas passou de 9,7% em abril para 9,5% em maio. No entanto, na comparação com maio do ano passado, houve elevação de 0,5 ponto percentual em 2017. Ao mesmo tempo, a proporção de famílias que se declaram muito endividadas registrou queda nas duas comparações ao ficar em 13,7%. Em abril deste ano, o indicador estava em 14,3% e, em maio do ano passado, em 14,9%.

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Dívidas em atraso

A pesquisa mostra que o tempo médio de atraso para o pagamento ficou em 62,6 dias. O resultado mostra uma estabilidade em relação ao mesmo período do ano passado. Em média, o comprometimento com os pagamentos foi de sete meses, sendo que 33,2% das famílias possui contas em aberto por mais de um ano. Entre as endividades, 20% afirmaram ter mais da metade da renda comprometida com o pagamento destas quantias.

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O cartão de crédito continuou como a principal forma de criar novas contas, respondendo por 77% das famílias que declararam ter dívidas. Em seguida, estão os carnês (15,6%) e de crédito pessoal e financiamento de carro (10,4%). A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) é apurada mensalmente pela CNC. Os dados são coletados em todas as capitais e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.

* Com informações da Agência Brasil.

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