Tamanho do texto

Segundo o ministro da Fazenda, o Brasil já saiu do "fundo do poço" em que estava e atual gestão herdou a maior recessão já vivida pelo País; veja mais

Durante participação do programa Agora Brasil na manhã desta quinta-feira (11) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a retomada na geração de emprego do País será a partir do segundo semestre deste ano.

Leia também: Petrobras coloca a venda Refinaria de Pasadena e ativos na África

Henrique Meirelles fala em retomada do emprego no segundo semestre deste ano
Gustavo Raniere/MF
Henrique Meirelles fala em retomada do emprego no segundo semestre deste ano


Segundo Henrique Meirelles , os gastos excessivos do governo nos últimos anos colaboraram para o aumento da dívida pública, que aumentou de “forma descontrolada”, disse o ministro em sua participação.

O ministro fez questão de ressaltar que o atual governo teve como herança da gestão anterior um grande problema. “É preciso esclarecer o fato de que nós herdamos a maior recessão da história do Brasil”, disse. Ele complementou sua afirmação ao dizer que o País está “pagando o preço” da recessão econômica.  “Os investimentos caíram e as empresas começaram a demitir e as pessoas pararam de consumir com medo de serem demitidas”, enfatizou ele.

Mesmo com todos os problemas econômicos ainda enfrentados no Brasil, Meirelles acredita que o País já sai do “fundo do poço”. “Já estamos crescendo porque o governo cortou as despesas, estamos fazendo as reformas necessárias”, acrescentou.

Leia também: FGTS: saques das contas inativas não impactam financiamentos imobiliários

Sobre a confiança dos setores da economia e dos empresários, Meirelles afirmou que isso tem melhorado, e que a retomada da produção e do consumo, vai começar a gerar empregos a partir do segundo semestre deste ano.

Sobre a polêmica que envolve a Previdência Social, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, respondeu sobre a dívida milionária que as empresas têm com o INSS. Segundo ele, a cobrança dos valores é de difícil recuperação, uma vez que essas dívidas são de empresas insolventes ou falidas. Ele acrescentou que o valor que pode efetivamente ser recuperado, ou seja, cobrado dessas empresas inadimplentes, chega a R$ 150 bilhões. “Não cobre nem um ano de déficit da Previdência”, disse ele.

PIB

No final da tarde da quarta-feira (10) o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apresentará crescimento ainda no primeiro trimestre deste ano. “Temos que aguardar os números oficiais para confirmar, mas essa é a tendência com os números que estão disponíveis”, disse ele em sua participação em um evento no Rio de Janeiro.

Segundo Oliveira, os indicadores de serviços e comércio de março ainda não estão fechados, mas devem ser positivos e ele diz que o mercado estima um crescimento de 0,9% do PIB no primeiro trimestre do ano, após oito períodos consecutivos de taxas negativas. Assim como o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que as decisões do presidente da República, Michel Temer, estão no caminho certo.  

*Com informações da Agência Brasil

Leia também: Entenda por que o internet banking está perdendo espaço para os aplicativos