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"A IBM não só empregou US$ 3 bilhões em seu negócio IoT, como também fez uma parceria com a AT&T para fornecer soluções IoT industriais" diz Magrani

Brasil Econômico

De acordo com a análise do professor e pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getulio Vargas (FGV – Direito), Eduardo Magrani, a Internet das Coisas (IoT - na sigla em inglês) deve gerar um impacto financeiro de mais de US$ 11 trilhões no mundo até 2025.

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Internet das Coisas: a transformação de um eletrodoméstico ou outro objeto analógico em inteligente pode gerar riscos em relação à segurança e à privacidade
Standard/shutterstock
Internet das Coisas: a transformação de um eletrodoméstico ou outro objeto analógico em inteligente pode gerar riscos em relação à segurança e à privacidade

O pesquisador ainda aponta estimativas que calculam cerca de 100 bilhões de dispositivos conectados no mundo até o ano de 2020. “A Internet das Coisas poderá trazer inúmeros benefícios. Dispositivos de saúde interconectados permitirão monitoramento mais constante e eficiente e interação mais eficaz entre paciente e médico”, exemplifica Magrani.

Cotidiano

Para ilustrar como a tecnologia pode impactar na vida doméstica do consumidor, o professor comenta que os dispositivos inteligentes têm a função de receber mensagens do dono da casa para que os próprios eletrodomésticos realizem ações como, desligamento de alarmes, execução de uma playlist e alteração da temperatura da casa.

Setor público x Setor privado

Segundo o especialista, as autoridades públicas vêm manifestando atenção à capacidade da IoT, uma vez que o uso de dispositivos integrados, com capacidade acentuada de processar dados, podem auxiliar ativamente na solução de questões como a poluição, congestionamento, criminalidade, eficiência produtiva, etc.

Na outra ponta, o investimento é o que está se solidificando. No setor privado, a IoT é vista como algo com poder para solucionar problemas de escala macro como cidades inteligentes, rastreamento de carga, agricultura de precisão e gerenciamento de energia e ativos.   

“A empresa IBM, por exemplo, não só empregou US$ 3 bilhões em seu negócio IoT, como também fez uma parceria com a AT&T para fornecer soluções IoT industriais, que vai desde a eficiência energética até serviços de saúde”, exemplifica o especialista.

Magrini também cita uma pesquisa efetuada pela Cisco, a qual estima que somente na economia brasileira a tecnologia pode gerar cerca de R$ 352 bilhões até o final do ano de 2022.

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Cautela

Embora o avanço da IoT é um passo mais próximo de uma vida mais cômoda e prática, os custos para conectar um dispositivo são altos e com benefícios questionáveis em relação à compensação do aumento do valor do produto. “Muitas vezes, uma solução de baixo custo como uma lista de compras, em substituição ao inovador EggMinder, acabaria sendo mais conveniente na análise custo-benefício, substituindo um dispositivo caro, com configurações complexas e baterias que precisam ser recarregadas constantemente. Isto não parece tão inteligente", afirma.

Além disso, outro fator que vale a pena ressaltar é que a transformação de um eletrodoméstico ou outro objeto analógico em inteligente pode gerar riscos em relação à segurança e à privacidade.

A constante ampliação do volume de lixo eletrônico – dispositivos obsoletos – no planeta pode ser intensificada com a Internet das Coisas, pois o simples fato de conectar os aparelhos, de acordo com Magrani, tende a torná-los ultrapassados mais rapidamente.

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