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Endividamento registra maior nível desde setembro de 2016, quando atingiu 24,6%; tempo médio para inadimplentes quitarem débitos foi de 63,1 dias

O índice de famílias inadimplentes, ou seja, com dívidas ou contas em atraso, atingiu o maior nível desde setembro de 2016. De acordo com dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a taxa ficou em 24,1%. A taxa é superior na comparação com março (23,7%) e com abril do ano passado (23,2%), e a maior desde setembro de 2016, quando ficou em 24,6%.

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Segundo a pesquisa da CNC sobre inadimplência , o percentual de famílias que não terão condições de pagar suas contas ou dívidas chegou a 9,7% em abril. O índice é inferior aos 9,9% apresentados em março, mas superior aos 8,2% de abril do ano passado. O percentual de endividados (em atraso ou não) ficou em 58,9% em abril deste ano. A taxa ficou acima dos 57,9% de março deste ano, mas abaixo dos 59,6% de abril do ano passado.

Inadimplência está relacionada, principalmente, aos débitos com cartão de crédito, que atingem 76,6% dos endividados
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Inadimplência está relacionada, principalmente, aos débitos com cartão de crédito, que atingem 76,6% dos endividados

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"Isso mostra um ritmo ainda fraco de concessão de empréstimos e financiamentos para as famílias", analisa Marianne Hanson, economista da CNC. O levantamento mostra que o número de famílias que se declaram muito endividades cresceu de março para abril. O índice passou de 14,2% para 14,3% do total de famílias. Na comparação com o mesmo período do ano passado, no entanto, houve queda de 0,2 ponto percentual.

Cartão de crédito é o maior "vilão"

De acordo com a CNC, as dívidas relacionadas ao cartão de crédito afetam cerca de 76,6% dos brasileiros com dívidas. Também são significativas fontes de endividamento dos brasileiros os carnês, que atingem 15,3% dos endividados, os financiamentos de carro (10,6%), o crédito pessoal (9,9%) e o financiamento de imóveis (8,1%). O tempo médio de atraso para o pagamento das dívidas foi de 63,1 dias. Em abril de 2016, os endividados levaram, em média, 61,8 dias para quitar os débitos em atraso.

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O tempo médio de comprometimento de dívidas é de 7,1 meses, sendo que cerca de um terço das famílias possuem dívidas por mais de um ano. A parcela média de comprometimento dos salários é de 30,2%. Entre as que estão endividadas, pouco mais de 21,5% afirmam ter comprometido mais da metade da renda mensal com o pagamento de dívidas. Realizada desde janeiro de 2010, a pesquisa da CNC sobre inadimplência coleta dados em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal, com, aproximadamente, 18 mil consumidores.

* Com informações da Agência Brasil.