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Produtos fabricados pela Transmeat e comercializados pela marca Novilho Nobre estão proibidos de serem vendidos nos supermercados do País

Operação Carne Fraca: Anvisa proíbe a venda de hambúrguer de empresa envolvida no escândalo
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Operação Carne Fraca: Anvisa proíbe a venda de hambúrguer de empresa envolvida no escândalo


Dados do Portal Brasil, do Governo Federal, informam que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta quarta-feira (3) a comercialização de parte dos produtos comercializados pela empresa Transmeat Logística Transportes e Serviços Ltda. A empresa é uma das envolvidas no escândalo da operação da Polícia Federal, Carne Fraca.

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A autorização, mesmo com as investigações em curso sobre as denúncias da Operação Carne Fraca deflagrada em março deste ano, foi publicada no Diário Oficial da União com uma ressalva; que a venda de hambúrgueres das marcas Transmeat e Novilho Nobre, que pertencem ao frigorífico, continuem suspensas. O SIF (Serviço de Inspeção Federal) das marcas é o 4644.

A suspensão vale para os hambúrgueres mistos, envelopados congelados feitos de carne bovina e frango, e os hambúrgueres de carne bovina. A Anvisa informou na publicação do Diário Oficial da União que, durante testes laboratoriais feitos pelos Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagro), foi identificada a presença de Salmonella – bactéria prejudicial à saúde – nos produtos fabricados pela Transmeat comercializados pela marca Novilho Nobre.

A proibição passa a valor a partir desta quarta-feira (3). Em sua decisão, o diretor da Anvisa, José Carlos Magalhães da Silva Moutinho, levou em consideração os fatos acerca da operação da PF que ficou mundialmente conhecida para suspender a autorização de comercialização dos produtos.

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A Operação

A Operação Carne Fraca foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) no dia 17 de março para apurar suspeitas de irregularidades na produção de carnes processadas e derivadas, bem como na fiscalização do setor. Segundo a PF divulgou inicialmente, fiscais sanitários liberariam a venda de produtos sem a devida fiscalização, bem como o comércio de carnes com prazo de validade expirado e com a adição de substâncias para mascarar a qualidade das carnes.

Mais de 20 frigoríficos de marcas conhecidos foram acusados de irregularidades. O caso repercutiu de forma negativa no exterior, tanto que os maiores importadores de carne brasileira optaram por embargar as parcerias comerciais até o governo brasileiro prestar os devidos esclarecimentos. Na época o governo estimou que o País perdesse mais de US$ 1,5 bilhão em exportações após a deflagração da Operação Carne Fraca.

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