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Não é novidade que os avanços tecnológicos têm cada vez mais se inserido no mundo dos negócios, de modo a trazer mais comodidade aos consumidores, e mais técnica aos empreendedores do varejo para aperfeiçoar suas empresas.

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Marcelo Casal/Arquivo/Agência Brasil
Veja como a Internet das Coisas pode mudar o varejo

De acordo com o Senior Business Consultant em Analytics e Big Data para a indústria de Varejo na América Latina, Mauricio Andrade de Paula, nunca foi tão complexo e desafiador o processo compra dentro do ramo como atualmente.

“Com esse panorama, o mercado varejista se prepara para entrar de uma vez por todas na era digital”, analisa o especialista sobre as tendências previstas no 27º relatório anual sobre tecnologias aplicadas ao Varejo da RIS (Retail Info Systems) e no estudo “2017 Retail Vision” da Zebra, que vão impactar os empreendedores do varejo.

Experiência do Cliente - geradores de receita - e Excelência Operacional – redução de custos, segundo Mauricio de Andrade, são o que têm predominado nas pesquisas apresentadas.

Internet das Coisas (IoT)

A IoT no comércio deve ser uma das coisas de maior relevância até 2021, a base do conceito da Indústria 4.0, na análise do especialista. Os sensores da Internet das Coisas podem impactar significantemente a experiência de compra do consumidor, e ainda melhorar na excelência operacional do varejo.

O especialista situa que no estudo produzido pela Zebra está que “hoje, apenas 35% dos varejistas investem em sensores que avisam quando um cliente em específico está na loja, 27% customizam a visita de loja e 22% criaram alertas avisando quando um consumidor online está no estacionamento da loja para retirar uma mercadoria”.

Ou seja, os “poucos” empresários que contam com esse tipo de suporte já chamam a atenção do mercado, e têm um destaque maior, informa de Paula, visto que estratégias que personalizam a entrada de um cliente na loja, como por exemplo, a empresa entrar em contato com esse consumidor via smartphone no instante em que está próximo a uma loja ou olhando algum item específico do sortimento, chamam a atenção.

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Visual Analytics

Atualmente, o comércio vem tomando a consciência sobre o gerenciamento das análises. “É impossível gerenciar adequadamente um negócio sem uma fábrica de dados bem estabelecida, informando as áreas sobre o andamento de suas operações e fornecendo conhecimento sobre seus clientes”, diz o especialista.

Vale ressaltar que se o comum era especialistas técnicos para elaborar essas análises, hoje o Visual Analytics começa a transformar essa realidade, visto que permite aos próprios especialistas de negócio a construir e avaliar as estratégias, que inclusive podem ser feitas em tempo real.

Como exemplo, de Paula cita a Trunk Club, uma varejista virtual que oferece roupas indicadas por personal stylists. “Além da linha de negócio arrojada, a empresa adotou um sistema de análise de dados dentro de seu depósito, dando estatísticas de produtividade e resultados para todos os seus colaboradores”. O especialista completa dizendo que o resultado foi de melhora significante na produtividade, uma vez que os colaboradores se motivaram mais a ver o resultado de outras equipes que estavam trabalhando no mesmo local.

Vale a pena?

Os dados mostram que existem resultados práticos e tangíveis relacionados diretamente a esses investimentos. O que é frisado por Mauricio Andrade é a importância de perseguir esses resultados de negócio, uma vez que eles permitem ter o controle total e efetivo de suas operações e conhecimento real sobre os clientes, que permite o aumento considerável nas vendas e redução de custos.

O especialista aponta que os principais problemas do varejo atual, de acordo com o relatório da Zebra, são as rupturas de estoque, concorrências com preços mais baixos e o sortimento inadequado. E que tudo isso pode ser facilmente solucionado com o uso de tecnologias no ramo do varejo.

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