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Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) mostrou volta do crescimento do trabalho doméstico

Depois de três anos de redução, a parcela de trabalhadoras domésticas dentro do total de mulheres ocupadas voltou a crescer na região metropolitana de São Paulo em 2016. A criação de ocupações no emprego doméstico subiu para 3,4%, o que alterou a parcela de trabalhadoras nesse segmento, que passou de 13,1%, em 2015 para 14,1% em 2016.

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As informações foram obtidas por meio da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) na região metropolitana de São Paulo, feita anualmente pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

No ano de 2015, as mensalistas com carteira assinada representavam a maior proporção dessas trabalhadoras (42,8%). Em 2016, no entanto, a posição passou a ser ocupada pelas diaristas (43%). No caso da parcela de mensalistas sem carteira, o índice ficou relativamente estável, ao passar de 17,7%, em 2015, para 17,6%, em 2016.

A pesquisa mostra também que o percentual de diaristas com carteira de trabalho assinada aumentou, enquanto o de mensalistas diminuiu. Em 2015, as mensalistas com carteira assinada representavam a maior proporção dessas trabalhadoras (42,8%).  Em 2016 a situação se inverteu e as diaristas passaram a ser maioria (43%).

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Já a parcela de mensalistas sem carteira assinada em 2016 ficou relativamente estável, com 17,6%. No ano de 2015, a proporção foi 17,7%.

Outro dado da pesquisa revela que, após 11 anos com expansão, diminuiu o rendimento médio real por hora das mensalistas com carteira e das diaristas. De 2015 para 2016, houve redução de 8,3% para as mensalistas com carteira assinada, que passaram a receber, em média, R$ 7,43 por hora e de 4% entre as diaristas, cuja remuneração média passou a ser de R$ 10,26 por hora.

Ainda de acordo com o levantamento, 86,2% das mensalistas sem carteira assinada não contribuíram para a Previdência Social no ano passado. Entre as diaristas, 76,7% delas não contribuíam para a Previdência, em 2016.

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Ocupação tipicamente feminina

Quando se trata do total de ocupados na região metropolitana de São Paulo, as mulheres correspondem a pouco menos da metade (46,1%) do total de ocupados. No entanto, elas representam quase a totalidade da ocupação do emprego doméstico (96,9%), realizando, principalmente, atividades de serviços gerais, contratadas com ou sem carteira de trabalho assinada, ou trabalhando como diaristas. Ocupações de cuidadora de idosos, que demandam alguma especialização e maior remuneração, ainda constituem uma pequena parcela do segmento.

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