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As pessoas costumam mentir para si mesmas dizendo que precisam de um determinado produto ou serviço, por exemplo; confira esse e outros casos

Muitas pessoas contam mentiras como
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Muitas pessoas contam mentiras como "não consigo resistir" para justificar gastos em excesso

Neste sábado (1), será celebrado o Dia da Mentira. Aproveitando a data, o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), listou as principais mentiras que as pessoas contam para si mesmas para consumir mais do que podem sem sentir culpa.

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“Essas mentiras parecem inofensivas, mas são muito prejudiciais à saúde fianceira da pessoa e de sua família. O antídoto para elas é resgatar os sonhos, ter objetivos de vida definidos, não apenas no curto prazo, mas também nos médio e longo prazos”, conta o especialista. Confira quais são:

1) “Eu preciso” 

As pessoas costumam mentir para si mesmas dizendo que precisam de determinado produto ou serviço. É preciso ponderar se há mesmo uma necessidade e se há condições de usufruir daquilo no momento da aquisição. 

O consumo deve sempre vir após o planejamento financeiro e a pesquisa de preços em, no mínimo, três locais diferentes. Eduque-se financeiramente para viver de maneira mais saudável e sustentável, realizando sonhos que possuem valor para você. 

2) “Eu mereço”

Essa frase pode ser verdadeira, mas ela tende a minar a realização de algo que, entre tudo aquilo que é do merecimento da pessoa, ela realmente deseja – como um sonho, que mesmo adormecido, nunca deixou de existir.

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É indispensável saber que atingir uma grande meta é experimentar algo mais desejado e merecido do que outras experiências do dia a dia, e que quanto mais dinheiro se aplica em compras esporádicas, menos é destinado à merecida realização dos sonhos. Por isso, é tão preciso ter objetivos de vida bem definidos, pois são eles que fazem as pessoas praticarem o consumo consciente.

3) “Não consigo resistir”

Essa mentira aparentemente inofensiva deve levar a reflexão sobre o porquê de, ao invés de planejar e consumir com consciência, a pessoa prefere se deixar levar pelo momento. É possível que esteja faltando organização. 

Conhecer sua própria situação financeira é primordial para que se possa ter mais pulso firme e disciplina na hora de resistir aos impulsos consumistas. É comum ver pessoas que não sabem quanto dinheiro têm na conta antes de gastar.

4) “Estou infeliz”

O consumo esporádico e sem planejamento pode até trazer felicidade, mas ela tende a ser pequena e momentânea. Realizar sonhos, por sua vez, gera a felicidade genuína e duradoura que todos almejam. 

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Se você não está feliz, precisa equilibrar o momento presente com a projeção de um futuro de realizações, e não inventar mentiras para buscar a satisfação em compras. Tenha, no mínimo, três objetivos para evitar que o ato de sonhar seja algo pontual: um de curto (até um ano), um de médio (de um a dez anos) e outro de longo prazo (acima de dez anos).