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A indústria teve queda de 2,8% no volume vendido, porém a alta dos preços ao varejo fez o segmento faturar R$ 36,8 bilhões em 2016, alta de 4,3%

Venda de biscoitos, pães e massas tiveram queda em 2016. Indústria faturou mais de R$ 36 bilhões
Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil
Venda de biscoitos, pães e massas tiveram queda em 2016. Indústria faturou mais de R$ 36 bilhões


Balanço divulgado nesta quinta-feira (23) pela Associação Brasileira das Indústrias Biscoitos, Massas Alimentícias e Paes & Bolos Industrializados (Abimapi) apontou que os playera da  indústria brasileira movimentaram R$ 36,8 bilhões em 2016. O montante representa alta de 4,3% na comparação com igual período de 2015.

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Já o balanço que mediu o volume, a indústria  amargou perda de 2,8% ao somar 3,4 milhões de toneladas vendidas no ano passado. O consumo per capita também apresentou queda no período ao passar de 17 quilos ao ano em 2015 para 16,5 quilos em 2016.

Em nota o presidente-executivo da Abimapi, Claudio Zanão, afirmou que o aumento do faturamento deveu-se ao fato dos repasses que as indústrias tiveram e fazer ao varejo no ano passado. “O maior faturamento registrado se deu em função dos repasses parciais que a indústria precisou fazer aos varejistas, em consequência do aumento do custo de produção [devido principalmente às elevações das tarifas de energia, combustível e mão de obra]. Ainda assim, o resultado final com o reajuste se mostrou abaixo da inflação oficial de 6,29%”.

Setores

A entidade divulgou ainda o resultado divido em segmentos. A indústria de biscoito teve faturamento de R$ 21,8 bilhões, o que representa crescimento de 3,9% em 2016. Cresce o faturamento, porém o volume de venda tem queda. Em 2017 as vendas recuaram 2,7%, com aproximadamente 1,7 milhão de toneladas entregues ao varejo.

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As massas alimentícias tiveram faturamento de R$ 8,7 bilhões, o que representa alta de 5,6% em 2016, na comparação com 2015. Diferentemente de 2014 e 2015, quando as massas frescas e instantâneas, respectivamente, apresentaram maior crescimento, desta vez as secas (que representam 81,4% do total consumido) puxaram o crescimento, com receita de R$ 5,453 bilhões, seguidas das instantâneas (15% do setor), com R$ 2,627 bilhões. As massas frescas (3,6% do setor) movimentaram R$ 663 milhões.

Os resultados atingidos pela indústria de pães & bolos industrializados em 2016 foi bem parecido com o das demais categorias. Os chamados “pães de forma” expandiram 4,5% do faturamento em relação a 2015, atingindo R$ 5,414 bilhões. No total, foram 440,7 mil toneladas de produtos vendidos, retração de 4,9% na comparação com o fechamento anterior, reflexo da diminuição de 6% do consumo per capita, de 2,15 kg/ano.

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