Brasil Econômico

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De acordo com consutor de empresas, medidas para recuperação do setor industrial não são imediatas

Entre 2015 e 2016, a retração no setor industrial diminuiu de 6,3% para 3,8%. Com isso, já se era possível notar uma leve recuperação, porém, como o momento ainda é considerado delicado, grandes investimentos no setor ainda não são os mais indicados devido aos riscos presentes.

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"PIBs, negativos em 2015 e 2016 não são bons alicerces para 2017, mas algumas ações econômicas no segundo semestre de 2016 foram início de preparação de um solo fértil aos exercícios seguintes. O setor industrial , por exemplo, apresenta tímida recuperação em alguns ramos", afirmou o especialista, consultor de empresas e CEO do Grupo Bahia Associados, Jorge Bahia.

Ainda com a instabilidade na indústria, algumas medidas foram adotadas pelo governo no segundo semestre do ano passado para que houvesse uma reação do setor. Em consequência, era estimado que o impacto também chegasse ao comércio e ao setor de serviços, alavancando o fim da recessão. Para o especialista, "o agronegócio é um oásis nesse deserto da crise, e setores industriais ligados diretamente a ele podem puxar essa recuperação".

Prevenção de riscos

No entanto, se faz necessário que o controle do fluxo econômico e financeiro receba uma atenção maior, uma vez que trabalhar bem o controle de pilares econômicos da atividade industrial pode trazer resultados positivos e auxiliares para a recuperação.

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O consultor ainda destaca que evitar empréstimos e operar com recursos próprios, negociações de preços e prazos de pagamento junto a fornecedores, administrando assim um controle rígido de estoques podem ser algumas alternativas a serem executadas pelas empresas para trazer a bonança de volta à indústria neste ano.

"A recessão pela qual o país está passando é muito crítica. As políticas econômicas implementadas nos últimos anos foram degradadoras, não devemos esperar que as medidas recentemente implementadas tragam resultados imediatos. É necessário termos essa maturidade política para definirmos questões estratégicas e não ficarmos com propostas populistas e ilusionistas a cada quatro anos", ressaltou Bahia.

Dessa forma, é fundamental que o setor industrial esteja preparado para as transições previstas para 2017, o que abrange ajustes e acertos em diferentes segmentos e setores do mercado.

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