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O Banco Mundial definiu estratégia com cinco vertentes que devem ser seguidas pelas economias; As medidas focam no crescimento à longo prazo

Brasil Econômico

Nesta quarta-feira (14) o Banco Mundial divulgou que é necessária uma integração econômica entre os países da América Latina e do Caribe, para que se fortaleçam no mercado internacional e por fim, cresçam à longo prazo.  

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Baixa eficiência portuária e estradas não pavimentadas elevam os custos de comércio entre os países da América Latina
Agência Brasil
Baixa eficiência portuária e estradas não pavimentadas elevam os custos de comércio entre os países da América Latina

Essa é a conclusão do relatório Better Neighbors: Toward a Renewal of Economic Integration in Latin America [Melhores vizinhos: uma renovada integração econômica na América Latina , em tradução livre], divulgado em Washington, nos Estados Unidos.

Desde os anos 1960 as regiões vêm trabalhando em sua integração intra-regional, em um nível de 20%. O que é muito inferior às exportações de mesma categoria da União Europeia e no Leste da Ásia e Pacífico, que têm marcas respectivas de, 60% e 50%.

Para alcançar valores semelhantes o Banco Mundial elaborou cinco estratégias que devem ser seguidas pelas economias em questão. Confira:

Redução tarifária externa

O passo número um, por si só já traria quatro consequências positivas às economias, uma vez que, de acordo com a instituição, estimularia a atividade econômica local, atrairia investimento estrangeiro, proporcionaria o intercâmbio de conhecimento entre países vizinhos e facilitaria a entrada coletiva nos mercados globais de exportação.

América do Sul, América Central, Caribe e México

A integração entre essas sub-regiões, segundo o Banco, seria positiva porque elas se beneficiariam com suas complementariedades. Além disso, ganhos adicionais com o comércio seriam obtidos, a instituição ainda ressaltou que os países de economias menores seriam as com os maiores benefícios.  

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Harmonização

A harmonização de normas e procedimentos com certeza contribuiria para melhor dinâmica entre as empresas desses países. Visto que, desta forma, todas teriam acesso preferencial, assim como acontecem nos acordos preferenciais de comércio (APCs) existentes.

Redução do alto custo comercial

Poucas estradas são pavimentadas, baixa eficiência portuária e difícil topografia compõe o conjunto de baixa infraestrutura na América Latina. De acordo com o Banco Mundial, a melhora nesses pontos baixariam os custos comerciais e favoreceriam as trocas entre as regiões.

Integração

O último ponto mirado pelo Banco Mundial seria integrar os mercados de trabalho e de capital da América Latina e do Caribe, uma vez que essa medida poderia alavancar am produtividade, e estimular “o crescimento mediante a transferência transfronteiriça de conhecimento”, disse a instituição.

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* Com informações da Agência Brasil