Tamanho do texto

De acordo com a instituição, apenas Osasco, Bauro e Guarulhos apresentaram queda no indicador que apura 16 cidades de São Paulo

Brasil Econômico

Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), as vendas no acumulado do ano passado no estado de São Paulo tiveram estabilidade na comparação com dados do ano anterior. As informações foram analisadas com base nos dados da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP). 

Leia também: Inadimplência atinge 58,9 milhões de brasileiros em fevereiro

Estabilidade nas vendas de varejo de São Paulo
Marcelo Camargo/ABr
Estabilidade nas vendas de varejo de São Paulo

De acordo com a pesquisa, a estabilidade se deve ao leve crescimento de 0,1% nas vendas no varejo ao longo dos 12 meses do ano. Já o indicador mensal do mês de dezembro registrou aumento de 3% em comparação com o mesmo período de 2015. A arrecadação total de 2016 foi de R% 61,4 bilhões, valor R$ 1,8 bilhão superior ao valor apurado anteriormente.

Onde

O balanço realizado pela Fecomercio-SP identificou que das 16 regiões pesquisas, apenas três cidades obtiveram retração no mês de dezembro de 2016. Osasco, Guarulhos e Bauru registraram baixas de 8%, 2,9% e 2,8%, respectivamente.

Por outro lado, Marília, Araraquara e Ribeirão Preto foram as regiões com as melhores altas, no comparativo com o mesmo período de 2015. Segundo a apuração, os crescimentos foram respectivamente de 11%, 9,8% e 7,4%.

Leia também: Diversidade: Confira campanhas publicitárias que inovaram ao mostrar a realidade

Categorias

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) apura nove atividades, e delas, seis apresentaram crescimento no faturamento real no mês de dezembro.

Autopeças e acessórios apresentou alta de 16,1%, farmácias e perfumarias obteve crescimento de 15,8%. A categoria de materiais de construção apresentou variação positiva de 8,6%, enquanto que concessionárias de veículos e outras atividades registraram aumentos de 7,1% e 3,2%,respectivamente. O setor de supermercados é o último da lista das elevações, uma vez que somou 2,6% a mais.

Os números negativos, por sua vez, ficaram com os setores de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento que retrocedeu cerca de 10,5%. Lojas de móveis e decoração e de vestuário, tecidos e calçados caíram, respectivamente cerca de 0,7% e 0,1%.

A Fecomercio-SP divulgou em nota que ficou surpresa positivamente com o desempenho varejista de dezembro. Uma vez que, os resultados abrem margem para boas expectativas para o setor paulista em 2017.

Projeções

Retomada da confiança e a redução do ritmo inflacionário são os principais motivos que têm colaborado para a melhora observada. E caso esse processo continue, a Federação aponta ser possível consolidar a recuperação do setor varejista, com uma alta anual próxima dos 2,5%, o que é um bom resultado, se comparado à previsão anterior de 1%.

Paulistano

Já na cidade de São Paulo a alta nas vendas de varejo foi de 5% no seu faturamento real em dezembro comparativo com o mesmo mês de 2015. Segundo a Fecomercio-SP, a receita de R$ 19,7 bilhões foi o quinto melhor resultado desde a série histórica, iniciada em 2008.

Os setores que apresentaram crescimento nas vendas no período analisado foram autopeças e acessórios, com alta de 28,7%, farmácias e perfumarias também registou crescimento de 20,3%. Outros setores que apresentaram variação positiva também foram as lojas de móveis e decoração, os supermercados, as concessionárias de veículos e outras atividades, com crescimentos respectivos de 5,5%, 4,2%, 3% e 8,5%.

Eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos, por outro lado tiveram queda de 6,7% nas vendas. Lojas de vestuário, tecidos e calçados também variou negativamente no comparativo entre dezembro de 2016 e 2015, com o saldo negativo de 2,9%.

De acordo com a Fecomercio-SP, a boa participação das vendas do varejo também abre boas expectativas para 2017. A projeção é que o setor cresça 3,5% neste ano, segundo a entidade.

Leia também: Growth Hacking: veja o que é e como utilizá-lo a favor da sua empresa