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"Em geral, as profissões que tendem a desaparecer são as que são manuais e repetitivas", alerta o consultor de carreira, Emerson Weslei Dias

Brasil Econômico

Muito se tem falado sobre o surgimento de novas carreiras no mercado de trabalho. Entre os exemplos que podemos citar são youtubers, especialistas em internet das coisas, desenvolvedores de aplicativos, etc. Mas e as profissões que estão sumindo do mapa?

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"Não é porque o segmento, desaparece que eu (ou a profissão) também desaparecerá, eu preciso saber quais são minhas competências e analisar se elas não servem para outros mercados", afirma o especialista

O consultor de carreira, Emerson Weslei Dias, fez uma reflexão acerca do questionamento, que interessa não só quem já tem uma profissão definida, mas também quem ainda está para entrar no mundo do mercado de trabalho.

De forma objetiva, o especialista responde que na realidade o que ocorre é que as carreiras migram de nome, dando continuidade às suas essências. Como exemplo ele cita que antigamente existia o office-boy, que tinha a função de entregar cartas, correspondências, realizava pagamentos no banco para as empresas, etc. Hoje, Dias ressalta que a profissão existente é a dos motoboys, que na essência fazem a mesma coisa.

A única diferença entre as atividades, é que com o avanço tecnológico as transições bancárias podem ser feitas digitalmente, o que exclui a necessidade de alguém fazer isso pessoalmente. E que existe a necessidade do motoboy ter habilitação, ou seja, que tenha mais de 18 anos, enquanto que o office boy geralmente era um garoto adolescente, menor de idade.

Perspectivas

Com isso, o especialista sugere que é necessário que o profissional saiba quais são as suas competências e analisar para o quê elas são úteis no novo contexto. O que pode resultar em uma migração profissional até mais brusca.

Do ponto de vista de Emerson, as profissões são como idiomas, que se fundem no decorrer do tempo. O que ocasiona vez ou outra em extinção da atividade. Mas prevalecendo o movimento migratório.

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Há quem contrata?

Outro exemplo que o especialista utiliza é em relação aos ascensoristas em elevadores. Hoje, praticamente não há operantes nessa profissão, é o próprio usuário que maneja o elevador. Entretanto, ainda tem empresas que contratam ascensoristas, a fim de proporcionar maior conforto aos usuários. “Dá para se dizer que a profissão extinguiu? Com certeza não, o máximo que se pode afirmar é que houve uma brusca redução no volume de trabalhadores da área.”

Conclusão

Afirmar que as profissões irão sumir pode não ser algo 100% verdadeiro, pois elas migram, mudam e passam pelo processo de inovação. E enquanto existir gente pagando para receber os serviços de determinada função, seja ela regulamentada ou não, a profissão existirá.

“Em geral, as profissões que tendem a desaparecer são as que são manuais, repetitivas, não envolvem interação, empatia, criatividade e solução de problemas.  Se a sua profissão/atividade se encaixa aqui, cuidado!”, finaliza o especialista.

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