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Envolvimento de gestores, líderes ou cargos de alta gestão, implicam diretamente na imagem da instituição e compromete rendimento

Brasil Econômico

O Brasil vem sendo palco de uma das investigações mais polêmicas e significativas do mundo. A Operação Lava Jato, iniciada em março de 2014, tem em sua apuração o nome de diversos líderes políticos, além do envolvimento de diversas empresas na investigação.

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“Muitas vezes, as empresas envolvidas são grandes e, por isso, possuem processos minuciosos de desenvolvimento e normalmente contratam bons profissionais e que não gostariam de ter a sua imagem ligada a uma crise deste tipo”, avalia Alexandre.
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“Muitas vezes, as empresas envolvidas são grandes e, por isso, possuem processos minuciosos de desenvolvimento e normalmente contratam bons profissionais e que não gostariam de ter a sua imagem ligada a uma crise deste tipo”, avalia Alexandre.

Caso seja comprovado que determinada organização de fato cometeu atos ilegais, é óbvio que ela deve ser punida de acordo com os erros cometidos. Entretanto, também se deve compreender que as empresas são compostas por pessoas, que têm seus valores, suas opiniões,  que dedicam seu tempo à empresa, que pode ter o engajamento de seus funcionários afetado por uma situação como essa.

Pensando nisso, o especialista em gestão de pessoa, Alexandre Slivnik, separou algumas dicas de como manter o comprometimento dos trabalhadores em empresas investigadas. “O envolvimento de gestores, líderes ou cargos de alta gestão, implicam diretamente na imagem e na cultura da instituição, o que compromete toda a cadeia de produção do negócio”, afirma Slivnik.

Panorama

Antes de tudo, o especialista, deixa nítido que, não é porque a empresa está sendo alvo de investigação que existe a comprovação de um crime. Mas obviamente, a instabilidade vem. “O líder precisa dar o suporte necessário aos seus colaboradores e ser sempre verdadeiro. Por isso, ele deve assumir a responsabilidade do engajamento da sua equipe e criar um ambiente onde a comunicação possa fluir de maneira natural”, aconselha.

O especialista diz que situações mais graves, como por exemplo, quando há demissão ou até mesmo casos de prisão, é normal que pessoas com valores muito sólidos se sintam constrangidas com a situação, e podem pedir demissão, o que afeta diretamente a produção da empresa. 

“Muitas vezes, as empresas envolvidas são grandes e, por isso, possuem processos minuciosos de desenvolvimento e normalmente contratam bons profissionais e que não gostariam de ter a sua imagem ligada a uma crise deste tipo”, avalia Alexandre.

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Precaução

É praticamente inevitável que o envolvimento de uma empresa em uma investigação não chegue aos ouvidos de seus funcionários, e para evitar que situações como as citadas acima ocorram é essencial que o gestor se antecipe e procure sua equipe para conversar a respeito do ocorrido.

A sinceridade é o ponto essencial para lidar com o negócio. Slivnik afirma que, caso haja a comprovação de que alguém errou, deve-se – antes de tudo – reconhecer o erro e punir seriamente os envolvidos. Para que o ciclo anterior, de ações criminosas, seja rompido. Assim, um ambiente de mudança será iniciado.

Apenas uma conversa é o suficiente, segundo o especialista, para que o funcionário que hipotetiza pedir desligamento veja e reconheça o comprometimento da empresa. Afinal, o trabalhador vai identificar que a empresa está comprometida seriamente em fazer o certo.

Outro ponto de vantagem, é que o desligamento – às vezes até mesmo em massa – sobrecarrega e muito a empresa. Porque a contratação de novas pessoas, além de ser difícil, implica em treinamento, busca e adaptação de novos funcionários.

Liderança

Outro ponto fundamental em casos de comprovação da empresa em atos ilícitos é a mudança dos líderes. Essa atitude pode representar que uma mudança de cultura está sendo feita, além de também alterações estruturais para que a empresa siga da melhor forma possível, com novos valores e ideologias.

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