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De acordo com a nota divulgada, o estado do Ceará foi o destaque no comparativo mensal, uma vez que apontou variação de 12,4%

Brasil Econômico

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (7) balanço referente à produção industrial do País. O aumento de ritmo das indústrias entre os meses de novembro e dezembro de 2016 refletiu no crescimento médio do setor no Brasil de 2,3%. Porém, no acumulado do ano amarga queda de 6,6%. 

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O estado do Ceará obteve a maior a variação, de acordo com o IBGE o índice é de 12,4% no seu indicador de produção
Arquivo/Agência Brasil
O estado do Ceará obteve a maior a variação, de acordo com o IBGE o índice é de 12,4% no seu indicador de produção

De acordo com a nota divulgada pelo Instituto, o destaque de produção foi o Ceará, onde a variação mensal foi de 12,4%. Os números foram tão positivos ao estado nordestino que eliminaram a queda de 8,4% acumulada entre agosto e novembro.

Também registraram alta os estados do Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Santa Catarina, com respectivamente: 6,3%, 5,1% e 3,6%. O índice também apurou a Região Nordeste, que conseguiu uma elevação de 4,9% entre os meses de novembro e dezembro.

Minas Gerais também mostrou crescimento de 2,3% (igual à média nacional), além de Goiás e Bahia que tiveram variação de 1,4%; Paraná com 0,8% e o estado de Pernambuco que registrou alta de 0,6%.

Por outro lado, dos 14 locais pesquisados, quatro tiveram retrocesso em suas produções. O destaque negativo foi para o Amazonas que sofreu uma baixa de 2%. O estado de São Paulo também registrou queda em seu indicador, uma vez que sua taxa baixou 1,5%. Rio de Janeiro e Pará reverteram respectivamente, 0,9% e 0,7%.

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Dezembro de 2016

Na comparação com dezembro de 2015, o último mês de 2016 registrou recuo de 0,1%. Segundo a nota divulgada, seis dos 15 lugares apurados mostraram recuo. Os lugares que obtiveram as maiores quedas foram os estados da Bahia e de Goiás, com saldos negativos de 9,3% e 9%, respectivamente.

Já o Pará - diferentemente do comparativo anteriormente citado – apontou o avanço mais alto em dezembro de 2016, uma vez que cresceu 10,1% em relação ao mesmo período de 2015.

Acumulado 2016

Neste recorte elaborado, os números se mostraram ainda mais negativos. De acordo com a pesquisa, 14 dos 15 estados pesquisados assinalaram queda, o que refletiu na média nacional de 6,6%. As maiores retrações foram apuradas no Espírito Santo, com 18,8% e o Amazonas com variação negativa de 10,8%. A exceção nesse comparativo foi o Pará, que obteve alta de 9,5%.

Acumulado dos últimos 12 meses

De acordo com essa apuração, se o comparativo se estende a dezembro de 2016, novamente, 14 dos 15 lugares pesquisados constatam baixas. Entretanto, se o período analisado se expandir somente até novembro do mesmo ano, 12 regiões apontam índices satisfatórios.

A produção que teve maior ganho entre novembro e dezembro foi o Amazonas, que foi de -13,3% para -10,8%. Enquanto isso, o Mato Grosso apontou a maior perda entre os períodos, uma vez que os números caíram de 0,1% para a negativa de 1,1%.

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