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Uso de celulares e tablets no e-commerce passou de de 31,6% no primeiro semestre para 38,43% no segundo semestre

As tentativas de fraude no e-commerce tiveram queda de 6,5% em 2016, segundo estudo feito pela Konduto. O índice, que entre janeiro e junho havia ficado em 3,83%, passou para 3,58% ao longo de todo o ano passado.

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Apesar disso, a queda do indicador não está relacionada à diminuição de fraudes em si, mas ao aumento de vendas registrado durante o segundo semestre de 2016. O e-commerce  brasileiro esteve mais aquecido no período, especialmente em decorrência de campanhas de vendas como a Black Friday.

Dessa forma, o índice de tentativas de fraude ainda é considerado bastante alto, pois uma loja do comércio eletrônico brasileiro considerada saudável não deve ter taxa de fraude superior a 1% sobre o faturamento.

De acordo com a startup, no mínimo um a cada 28 pedidos que chegam nas lojas virtuais é feito por criminosos que usam cartões de crédito clonados. O Raio-X da Fraude no E-commerce Brasileiro considerou uma amostragem de cerca de 30 milhões de transações analisadas do primeiro ao último dia de 2016.

“Os números apresentados neste estudo representam as tentativas de fraude, e não necessariamente as fraudes em si. A maior parte delas é barrada automaticamente pelo sistema, ou então a partir de uma revisão manual das equipes de risco dos estabelecimentos”, diz Tom Canabarro, cofundador da Konduto. 

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A pesquisa também aponta que os criminosos costumam agir entre 18h e 21h59, horário que abrange, aproximadamente, 30% das tentativas de golpes no comércio eletrônico brasileiro. Além disso, foi constatado que a maior parte deles possui um desktop com o Windows e navegam utilizando o Google Chrome.

“Essas informações desmentem um estereótipo que se faz do fraudador – um hacker que realiza as compras fraudulentas durante a madrugada, utilizando supercomputadores e navegando em redes criptografadas. Para se ter uma ideia, menos de 7% das tentativas de fraude ocorrem entre 1h e 7h da manhã”, afirma Canabarro.

A tendência do aumento do uso de dispositivos móveis para compras compras também é comprovada pelo estudo. Na comparação com o primeiro semestre, os celulares e tablets foram ainda mais utilizados, passando de 31,6% para 38,43%, ou seja, um aumento de 21,6%.

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Os dispositivos móveis, no entanto, também foram mais utilizados para as compras ilegais no e-commerce. As tentativas de fraude vindas de celulares e tablets tiveram um crescimento de 2,5%, saltando de 19,48% no primeiro semestre de 2016 para 19,92% no final do ano. 

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