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Belo Horizonte foi a capital com o maior índice de inflação nos preços ao consumidor em janeiro, seguido de Recife, São Paulo e Rio de Janeiro

Brasil Econômico

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV) divulgou nesta quinta-feira (2) dados referentes ao Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S). De acordo com o balanço, cinco das sete capitais brasileiras pesquisadas registraram alta no período analisado.

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Belo Horizonte foi onde ocorreu a maior variação para o bolso do consumidor . Segundo a pesquisa, os números foram 0,06 ponto percentual (p.p) acima dos divulgados na semana passada, o que alterou o indicador em 0,69%.

Consumidor de Minas Gerais sofre maior impacto de preços
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Consumidor de Minas Gerais sofre maior impacto de preços

Quatro das capitais avaliadas apresentaram inflação acima das taxas da semana anterior. Além da capital mineira, Recife obteve a segunda maior alta medida pela FGV, com inflação de 0,82%. Posteriormente vem São Paulo e Rio de Janeiro, com respectivamente, 0,75% e 0,72%.

Os impulsionadores pela alta mineira foram os grupos: educação, leitura, recreação e transportes, ou seja, quatro das oito categorias apuradas pela Fundação Getúlio Vargas.

Na capital Brasília a variação ficou abaixo da média das sete capitais, de 0,57%. Segundo o indicador a taxa ficou 0,15 p.p superior a antes apurada, que foi de 0,42%.

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Menor

A menor inflação das avaliadas foi a de Salvador, que teve alta de 0,5% no comparativo entre as semanas. Valor bem menor do que a média nacional de 0,69%.

De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Semanal, a variação registrada na capital baiana é resultado da desaceleração de preços e causada pela queda nos preços dos grupos: vestuário (-48% para 1,02%) e transportes (0,82% para 0,44%).  

Expectativa

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fez uma declaração na quarta-feira (1º) onde disse que a tendência é a inflação cair nos próximos tempos. O ministro se mostra otimista com as reformas promovidas pelo governo, e acredita que serão elas as responsáveis pelas baixas.

“A questão de segurança jurídica de diversas atividades está sendo endereçada, e também essa questão toda de eficiência e produtividade da economia. Quer dizer, tudo isso faz com que a tendência, a longo prazo, seja uma queda da taxa de juros estrutural da economia e também uma queda da inflação. Não há dúvida de que o Brasil está caminhando para a normalidade”, concluiu.

De acordo com o último boletim Focus divulgado, em 2017 a inflação pode chegar a até 4,7%, 0,2 ponto percentual a mais da meta, que é 4,5%

*Com informações da Agência Brasil

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