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De acordo com pesquisa do Serasa, no primeiro semestre de 2016 a quantidade de idosos propensos a fraudes cresceu para 43,6% no País

Brasil Econômico

De acordo com pesquisa do Serasa, homens a partir de 60 anos representam 71,6% das chances de  fraude
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De acordo com pesquisa do Serasa, homens a partir de 60 anos representam 71,6% das chances de fraude

Pesquisa realizada pela Serasa e baseada em grupos de pessoas com maior propensão de serem vítimas de fraude, registrou que os brasileiros são os que correm maior risco em casos de falsidade ideológica, onde dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios ou na obtenção de crédito com a intenção de não cumprir prazos de pagamento.  O levantamento também apontou crescimento na quantidade de idosos que são vítimas desses golpes. No primeiro semestre de 2014, o resultado obtido foi de 36,5%, já em 2016, o ele aumentou para 43,6%.

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De acordo com a Serasa , o sexo masculino representa a maioria entre os idosos, com 71,6% dentro da categoria de pessoas acima de 60 anos. Além disso, em 2016 e na região Sudeste, os homens representavam 50,9% do grupo mais buscado por esses criminosos. Para o especialista em prevenção a fraudes e fundador da DNpontocom, Daniel Nascimento, a alta na quantidade de idosos propensos a serem fraudados pode ser explicada: “trata-se de um público que tende a apresentar mais dificuldade em operações bancárias e no uso da tecnologia empregada em caixas eletrônicos, por exemplo. Além disso, o homem é mais visado porque, na maior parte das fraudes com documentos, o criminoso também é do sexo masculino e ele precisará, em algum momento, se passar pela vítima.”

O estudo ainda apresentou o elevado grau de risco para homens entre 25 e 59 anos, com renda de R$ 850  a R$ 1.075 e residentes na região Sudeste do País. De acordo com o especialista, pessoas dentro dessa faixa etária são consideradas economicamente ativas e por isso as chances de fraude são maiores. “Esse perfil se encaixa no grupo que normalmente busca pequenos financiamentos para a compra de itens como eletrônicos e eletrodomésticos. Basta uma identidade, um CPF e um comprovante de pagamento falsos para que a venda seja efetivada de forma parcelada, estendendo o golpe por meses”, explica.

Região

Segundo o estudo de alta propensão da Serasa, no primeiro semestre de 2016 a região Sudeste foi registrada como a mais propensa a esses riscos, com 50,4% do total. Em seguida ficaram as regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste, com 18,5%, 16,2% e 9,9%, respectivamente. O Norte apresentou o menor resultado, com 4,9%.

No primeiro semestre de 2016 e na região Norte, o sexo masculino predominava a alta de propensão de fraudes, com 74,6%. No mesmo período de 2014, o Centro-Oeste ocupava essa posição, com 71,4%. Já em relação às mulheres, o Sudeste foi a região mais vulnerável aos criminosos, com 31,5% de participação.

No ano passado os idosos eram os mais visados no Sudeste, com predominância de 50,9%. No Centro-Oeste, a propensão desse grupo é menor, com 31,3%.  Porém, é  também nesta região que os adultos entre 29 e 59 anos , assim como os jovens têm maiores chances em serem vítimas de fraude, com  62,5% e 6,3%, respectivamente.

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Idade

Ainda levando em consideração o primeiro semestre do ano passado, o público entre 25 e 59 anos representa 49,9% das pessoas que correram mais riscos de sofrer fraude. Em segundo lugar estão as pessoas acima de 60 anos, com 43,6% e  em seguida estão os jovens de até 24 anos, com 4,9%.

Sexo e Renda

Na distribuição por gênero, 69% das pessoas com alto risco de se tornarem vítimas de criminosos são homens e 31% são mulheres. De acordo com o estudo, mulheres de até 24 anos predominam essa tendência, com 33,9% do total, enquanto os homens a partir dos 60 anos são os mais propensos, com 71,6%.

Pessoas que recebem salários abaixo de R$ 1.650  detém 52,9% de chances. Já 28,3%, é representado por quem fatura mais de R$ 4.875.

Mulheres com renda de até R$ 850, tem a maior participação no grupo de alto risco de fraudes, com 41,4%. Na faixa mais alta, mulheres com remunerações acima de R$ 7.600, representam 22,1% do total, menor percentual de risco entre o público feminino. Já com sexo masculino, o fenômeno é contrário, uma vez que 77,9% do total evidenciam homens com rendimento financeiro acima de R$ 7.600.

De acordo com a pesquisa da Serasa e com o especialista Daniel Nascimento, o detentor da menor renda se torna a vítima preferida por não praticar ou ter conhecimento sobre processos de segurança. “Documentos e dados pessoais são informações que precisam de muita proteção. Ao preencher um cupom de sorteio, por exemplo, é preciso ficar atento: o estabelecimento solicitante é confiável? O consumidor não pode correr riscos de ter seus dados circulando no meio de fraudadores”, conclui.

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