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As maiores taxas de desocupação foram registradas nas regiões do extremo sul e estremo leste da cidade de São Paulo
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As maiores taxas de desocupação foram registradas nas regiões do extremo sul e estremo leste da cidade de São Paulo

Foram fechados mais de 384 mil postos de trabalho na região metropolitana de São Paulo entre os anos de 2014 e 2016, de acordo com um balanço divulgado pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). O órgão estadual calcula que, no total, existam 6,15 milhões de trabalhadores na metrópole, sendo que 5,4 milhões deles estão na capital paulista.

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No município de São Paulo, foi registrado o fechamento de 205 mil postos de trabalho e 2015 para 2016. Isso fez com que  o índice de desemprego chegasse ao patamar de 16% no ano passado. Em 2014, este mesmo índice fechou no patamar 10,3% e, em 2015, de 12,8%.

Por região

As maiores taxas de desocupação foram registradas nas regiões do extremo sul e estremo leste da cidade de São Paulo. Na parte ao sul, onde ficam os distritos de Marsilac, Grajaú e Parelheiros, o índice de desocupados terminou o ano de 2016 em 17,5%. Em 2015, o percentual havia ficado em 12,6% e, em 2014, o patamar foi encerrado em 10,8%.

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Já na parte ao leste, que abrange os distritos de São Miguel, Itaquera e Guaianases, o desemprego atingiu o patamar de 19% no último ano. Em 2015, a taxa era de 15,8%, contra 12,5% no ano de 2014.

O menor índice de desemprego foi registrado na zona oeste da capital do Estado de São Paulo. Na região, o percentual de desocupados encerrou 2016 no patamar de 11,7%. No ano de 2015, o índice era 9,7%, ante 8,5% em 2014.

Distribuição

O maior contingente de trabalhadores é encontrado na região sul da cidade, com 1,14 milhão de pessoas – o que representa 23,6% do total da população do local. Na sequência estão os distritos que ficam mais ao leste, com 1,05 milhão de trabalhadores, abrangendo 22,2% do total de moradores da região.

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Apesar de contarem com o maior contingente de trabalhadores, estas regiões não recebem a maioria dos empregos existentes na capital. A maior parte dos postos está nos locais em que a infraestrutura é mais adequada, como na região centro-sul, que abrange os distritos do Itaim, Santo Amaro e Ipiranga, concentrando 25,4% dos empregos. A segunda região com maior número de postos de trabalho é a zona oeste, onde ficam concentrados 21% dos empregos da cidade. O centro vem na sequência, com 17,8%.

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