Brasil Econômico

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado para reajustar o valor do aluguel, acumula alta de 6,77% nos últimos 12 meses, conforme divulgou nesta quinta-feira (19) o  Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Índice que reajusta o preço dos aluguéis tem alta de 6,77% em 12 meses, diz FGV

Segundo a instituição o índice teve alta de 0,35 ponto percentual na segunda prévio do mês de janeiro. O resultado entre os dias 21 de dezembro até 10 de janeiro chegou a 0,76%. A FGV afirmou que o crescimento identificado – entre a 2ª prévia de dezembro e a 2ª de janeiro – teve influencia da variação de preços tanto no atacado quanto no varejo, uma vez que os preços da construção civil fecharam em queda entre os dois períodos.

Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) teve variação de 0,91%, no 2º decêndio de janeiro, resultado que chega a 0,38 ponto percentual superior aos 0,53% da 2ª prévia de dezembro. Em balanço do indicador  medido pela FGV, o que pressionou a alta no período foi a variação medida nos bens finais, que passou de inflação negativa em 0,28% para uma alta de 0,56%.  A maior contribuição para este movimento teve origem no subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -5,49% para -0,94%.

A taxa de variação do grupo bens intermediários também exerceu pressão sobre a 2ª prévia do IGP-M, ao passar de 0,17%, em dezembro, para 0,81%, em janeiro. O destaque neste caso coube ao subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de -1,97% para 4,77%.

O índice referente a matérias-primas brutas exerceu pressão contrária, uma vez que registrou variação de 1,4%, contra uma alta de 1,86% na prévia do mês anterior. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: soja (em grão) (0,88% para -3,72%), café (em grão) (-0,41% para -5,36%) e laranja (3,56% para -1,4%).

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Preços ao consumidor

Também exercendo pressão de alta da 2ª prévia do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação 0,45 ponto percentual, ao passar de 0,12% para 0,57%, de uma prévia para outra. Nos preços ao consumidor, seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação (0,04% para 0,69%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -5,08% para 1,02%.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: habitação (-0,57% para 0,09%), transportes (0,32% para 0,92%), educação, leitura e recreação (1,26% para 1,62%), comunicação (0,02% para 0,33%), saúde e cuidados pessoais (0,54% para 0,56%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: tarifa de eletricidade residencial (-4,82% para -1,52%) e gasolina (-0,7% para 2,72%).

A exceção para a alta da 2ª prévia do IGP-M de janeiro foi o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que apresentou, no 2º decêndio de janeiro, variação de 0,24%. No mês anterior, a taxa foi de 0,32%.

O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,16%, acima do resultado de dezembro, de 0,07%, mas o índice que representa o custo da mão de obra registrou taxa de variação de 0,31%, contra os 0,54% do período anterior.

*Com informações da Agência Brasil

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