Brasil Econômico

Relatório Situação Econômica, divulgado nesta terça-feira (17) pela Organização das Nações Unidas (ONU), sinalizou que a economia global em 2017 e 2018 terá uma modesta recuperação. A organização prevê que a retomada do crescimento sustentável se mostra mais complexa, uma vez que as economias globais passam por escassez de investimentos, fragilidade no comércio mundial, além da desaceleração da produtividade laboral.

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ONU projeta crescimento modesto e estabilização da situação econômica mundial


Em 2016, a economia mundial teve crescimento de 2,2%, indicador esse considerado o mais baixo desde a grande recessão global de 2009. Para o Produto Interno Bruto (PIB) mundial a perspectiva é de alta de 2,7% este ano e em 2018, a alta de 2,9%.  A ONU informou ainda que as estimativas, que indicam uma melhora moderada na economia mundial, vão ajudar na estabilização econômica do globo e não em uma retomada substancial e sustentável da economia internacional.

Balanço 2016

O Relatório Situação Econômica, sinalizou ainda que o comércio mundial de bens e serviços apontou leve alta de 1,2% no ano passado. Para 2017, a ONU estima que os segmentos tenham incremento de 2,7% e em 2018 de 3,3%. As explicações para a baixa perspectiva são: a continuidade na queda de demanda; incertezas no cenário político internacional e a menor liberalização do comércio mundial.

Quando a Organização das Nações Unidas fala sobre incertezas internacionais, ela se refere às prováveis mudanças nas áreas de comércio global, imigração e mudança climática do governo do novo presidente norte-americano Donald Trump , que toma posse na sexta-feira (20), e a saída da Grã-Bretanha da União Europeia, o chamado Brexit .

O estudo apontou a continuidade da tendência que mostrar os países em desenvolvimento continuam a ser os principais motores do crescimento global, sendo responsáveis por 60% do PIB mundial no período entre 2016 e 2018.

A Ásia Oriental e Meridional permanecem como as regiões mais dinâmicas do mundo, graças à forte demanda interna e às políticas macroeconômicas de apoio à economia.

Em nota o subsecretário-geral de Desenvolvimento Econômico do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, Lenni Montiel, evidenciou a necessidade de redobrar os esforços para que a economia internacional volte a um caminho de crescimento mais firme e inclusivo, com a criação de um ambiente econômico propício para o desenvolvimento sustentável.

Em desenvolvimento

A ONU também destaca que o crescimento do PIB nos países menos desenvolvidos, sendo eles divididos em 47 nações da África e da Ásia mais o Haiti, ficará abaixo da meta de 7% fixada anteriormente nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Os 17 ODS, expressos em 169 metas, representam o eixo central da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2016. Esse grupo de países deve crescer 5,2% este ano e 5,5% em 2018. O documento indica que quase 35% da população desses Estados se encontrarão em pobreza extrema em 2030, se permanecer o atual patamar de crescimento.

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Investimentos em baixa

O relatório mostra que a prolongada escassez de investimentos é uma das principais causas da desaceleração do crescimento mundial. Segundo a ONU, muitas economias vêm passando por uma queda no investimento público e privado, especialmente nas indústrias extrativas e do petróleo. Nos países exportadores de produtos primários, os governos reduziram o investimento em infraestrutura e serviços sociais como resposta a uma brusca queda nas receitas.

Ao mesmo tempo, aponta a ONU, o aumento da produtividade laboral desacelerou consideravelmente na maioria das economias desenvolvidas e em desenvolvimento. O documento ressalta ainda a importância de novos investimentos, como motor de inovações tecnológicas e de aumento da eficiência.

 * Com informações da Agência Brasil

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