Brasil Econômico

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Setor de serviços registra 713 pedidos de recuperação judicial em 2016

Um estudo feito pela Serasa Experian registrouno ano passado um recorde histórico em recuperações judiciais nos setores de comércio, indústria e serviços no País. Com 713 pedidos, o setor de serviços foi o com maior número de pedidos em 2016. Em seguida ficaram o comércio e a indústria, com 611 e 466, respectivamente.

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O comércio foi o segmento que possuiu o maior crescimento no número de recuperações judiciais – em comparação a 2015, com aumento de 51,2% nos pedidos. O setor de serviços ficou em segundo lugar com alta de 48,5%, seguido da indústria que cresceu 24,2% de 2015 para 2016.

De acordo com economistas da Serasa Experian, o aprofundamento da recessão econômica no ano passado impactou significativamente o consumo das famílias, tanto em relação à elevação do desemprego quanto pelo crédito mais caro. Com isso, o comércio foi o setor que mais sofreu com a redução do consumo, o que ocasionou problemas financeiros às empresas do segmento e a liderança no crescimento de pedidos de recuperações judiciais em  2016. Vale ressaltar que o setor de serviços também está vinculado a queda do consumo das famílias, o que influenciou na elevação dos pedidos de recuperações judiciais no setor. 

Em 2016, houve o total de 1.863 recuperações judiciais, resultado 44,8% maior do que em 2015, ano em que 1.287 pedidos foram solicitados non País. A recuperação judicial requerida representa o processo o qual a empresa entra com o pedido da recuperação em juízo juntamente da documentação prevista em lei, e que será analisado pelo juiz. A partir daí, a justiça decidirá se o pedido será aprovado ou não.

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Falências

A pesquisa também apontou o setor de serviços como o maior detentor de números de pedido de falência na comparação entre 2015 e 2016. Foram 746 solicitações (2016) contra 700 requeridas por empresas no ano anterior (2015). O setor industrial também registrou aumento no número de falências requeridas no mesmo período, ao passar de 644 para 676. No comércio, a elevação foi de 416 para 424 pedidos de falência. 

O estudo evidenciou ainda o número de falências requeridas nos três setores entre janeiro e dezembro de 2005 a 2016. De acordo com a Serasa Experian, 2005 – ano o qual a nova lei de Falências entrou em vigor  – obteve o maior número de falências requeridas, com 9.548, resultado que o levou ao recorde histórico. No mesmo ano, o setor de comércio, indústria e serviços, receberam 4.081, 2.896 e 2.520 solicitações de falência, respectivamente.

É importante lembrar que 2005 apresentou 2.876 determinações, ou seja, o maior número de falências decretadas nos últimos 10 anos, o que afetou o comércio, com 1.590 falências, a indústria, com 680 e o setor de serviços, com 597.

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